Vale e UFS estudam parceria por campus em Capela

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Foram apresentadas duas áreas viáveis (Foto: Secom/PMC)

Na manhã desta quinta-feira, 8, técnicos da Vale e da Universidade Federal de Sergipe estiveram em Capela para iniciar as discussões do que pode ser uma parceria entre a UFS e a empresa de mineração, voltada à construção do Campus de Engenharia no município. O encontro foi pleiteado pelo prefeito Manoel Messias Sukita Santos (PSB), que enxergou a possibilidade dessa parceria, uma vez que em conversa com a direção da Vale, a empresa mostrou sua planta para a construção de um alojamento para 3.500 trabalhadores. Os operários irão atuar no projeto Carnalita, que prevê um investimento de 4 bilhões de dólares na região.

“Essa cidade é nos moldes da que foi construída pela Chesf em Canindé do São Francisco. Só que em Capela, ao invés dela ficar ociosa após a sua utilização, nós demos a ideia de otimizá-la para que a sua construção já seja de acordo com as necessidades da Universidade Federal de Sergipe. A diretoria da Vale recebeu muito bem essa nossa ideia, assim como o magnífico reitor Josué Modesto. E hoje, conseguimos reunir as duas equipes de engenharia para por em prática essa importante parceria não só para Capela, ou para a região Norte, mas para Sergipe e para o Brasil”, frisou Sukita.

O projeto do alojamento foi apresentado pelo gerente de Relações Institucionais da Vale, José Roberto, pelo engenheiro e responsável por projetos e obras civis da companhia, Frederico Osório, e pelo analista operacional do GPO da Vale, Eugênio Carvalho. Da UFS, estiverem presentes o prefeito do Campus de São Cristóvão, Djalma de Arruda, o coordenador geral de Projetos do Nupeg, Edilson Divino de Araújo, o assessor do reitor, Jorge Antônio, além de engenheiros e arquitetos do Departamento de Engenharia da Universidade.

“Uma decisão final cabe ao reitor, mas lógico que uma parceria com a Vale é muito bem vinda, pois haveria uma economia muito grande para a UFS com o custo de construção do Campus a partir do aproveitamento da estrutura que já vai estar pronta. Acredito que nós teremos aí um grande avanço, e ganhamos em torno de 3 a 4 anos”, estima Jorge Antônio.

Visitas

Acompanhado do prefeito, o grupo visitou duas áreas consideradas viáveis para receber o campus. Tanto os engenheiros da Vale quanto da UFS concordaram que o terreno localizado no Vila Pedras, no início da rodovia que liga ao município de Nossa Senhora das Dores, é a melhor área para a construção do empreendimento. O tamanho para a implantação do Campus é de aproximadamente 1,5 milhão m².

“Trata-se de uma área excelente. É um platô, próximo de uma estação de captação de água, de energia, em frente a uma rodovia, enfim, não tem nem o que se discutir. Agora, vamos sentar com o pessoal de engenharia da UFS para procurarmos adaptar nosso alojamento para que depois ele seja aproveitado para o Campus de Engenharia”, avaliou José Roberto.

Frederico Osório também ficou satisfeito com o que viu e afirmou que a área apresentada atende aos interesses da Vale. Para ele, a possibilidade do aproveitamento da estrutura da companhia para um campus de ensino é algo que é visto como positivo para a empresa. “Para a  imagem da empresa é algo positivo porque esse convênio é justamente uma das crenças da Vale, que é buscar desenvolver as comunidades próximas aos nossos empreendimentos. É uma ideia que casa muito bem com o nosso propósito”, observou o engenheiro.

Na opinião de Edilson de Araújo, o projeto de Capela atende a todos os objetivos traçados pela Universidade Federal de Sergipe, a começar pela interiorização. “O segundo é desenvolver novas áreas de engenharia, que é a maior demanda que existe hoje, especificamente aqui na região. Temos pressa para a formação de novos engenheiros e se a UFS pudesse, começaria isso imediatamente, só que a construção de um campus é muito complexa. Logicamente que se a Vale nos der a estrutura física, esse apoio é muito bem vindo. A partir de agora, tudo irá depender das avaliações dos dois departamentos de engenharia”, frisou o coordenador geral de projetos da UFS.

Positivo

Para o prefeito de Capela, o encontro não poderia surtir um efeito melhor, uma vez que a universidade e a Vale tiveram o mesmo entendimento em relação à viabilidade técnica e econômica do projeto ser executado no município. “Acredito que a partir de agora a sociedade sergipana não terá mais dúvida sobre qual região reúne as melhores condições para a implantação do campus. Agora é uma questão de planejamento”, analisou Sukita.

Na opinião do gestor, além das fábricas, das usinas, da exploração de petróleo no Campo de Carmópolis, da duplicação da BR-101, do porto, do pólo de fertilizantes e da Fafen, a região se justifica em receber o novo campus por abrigar hoje o maior volume de investimentos públicos e privados da história de Sergipe.

“O projeto Carnalita da Vale, os investimentos de 600 milhões de reais da Petrobras e a duplicação da fábrica da Votorantim irão gerar uma demanda enorme por mão-de-obra especializada. Por essa razão, não podemos aceitar que esses empreendimentos na região Norte importem profissionais por falta de uma universidade. O que estamos defendendo é a geração de empregos para sergipanos, não para Camaçari, na Bahia. Além disso, a região Norte, por si só, dará a sustentação econômica e norteará o desenvolvimento do Estado pelos próximos 50 anos”, ressaltou Sukita.

Fonte: Secom/Prefeitura Municpal de Capela

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