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| categoria diz que greve não está descartada (Foto: Sindivipse) |
Vigilantes efetivos das escolas públicas do Estado desocuparam o prédio da Secretaria de Estado da Educação (SEED) na tarde desta quinta-feira, 26. A categoria realizava uma greve de advertência desde a última quarta-feira, dia 25, para reivindicar o fim da terceirização da vigilância nas escolas e a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV).
De acordo com o diretor de comunicação do Sindicato dos Vigilantes do Setor Público do Estado de Sergipe (SINDVIPSE), Anderson Souza Ramos, a categoria aguarda para ser recebida pelo secretário da Educação. “Ocupamos a Seed desde ontem de manhã e hoje saímos às 13h. Pedimos o fim da terceirização dos seguranças que trabalham 24 horas desarmados. O plano de carreira não tem previsão de ser implantado porque as contas do governo não saem do limite prudencial e até o momento, aguardamos ser recebidos pelo secretário”, afirma.
Os vigilantes prometem retornar aos trabalhos na próxima sexta-feira, 27, mas garantem que irão continuar mobilizados. Caso as negociações não avancem, existem a possibilidade de greve por tempo indeterminado.
Ainda segundo o sindicato, o presidente da Alese, o deputado Luciano Bispo (PMDB) e o capitão Samuel Barreto (PSL) interviram na luta dos vigilantes e conseguiram marcar uma reunião com o secretário da Educação Jorge Carvalho para a próxima segunda-feira, dia 30, às 9h, na SEED. Segundo o sindicato, a deputada Silvia Fontes (PDT) também deverá comparecer a reunião.
SEED
A equipe do Portal Infonet entrou em contato com o assessor de comunicação da SEED, Elton Coelh, que informou que o sindicato que tem legitimidade para negociar com o governo é o Sintrase. O asessor informou ainda que as demandas dos vigilantes devem ser atendidas conforme baixe o limite prudencial.
Quanto ao fim da terceirização, Elton Coelho esclarece que a Secretaria da Educação pretende ampliar o número de terceirizados para atuar como segurança armada nas escolas onde há uma grande incidência de arrombamentos.
Por Aisla Vasconcelos

