Adversários do Brasil têm pouca esperança de chegar ao título

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Os adversários do Brasil no Grupo B – Paraguai, Equador, Chile e Uruguai – têm como objetivo no Sul-Americano conseguir a classificação para o Mundial Sub 20, acreditando que dificilmente o título deixará de ser conquistado por argentinos ou brasileiros. Os três primeiros colocados do grupo avançam para um hexagonal final, que classifica quatro equipes para o Mundial da Holanda, em junho. O principal adversário do Brasil no grupo é o Paraguai, que quer manter a seqüência de quatro participações consecutivas no Mundial. Para o técnico Cristóbal Maldonado, a estréia contra o Uruguai será fundamental para a equipe ganhar confiança antes da partida contra o Brasil, no domingo. “Enfrentar o Brasil sempre é uma incógnita porque eles têm muitos jogadores. Temos que ser conscientes, estudar um pouco o movimento deles, fechar o meio e tentar contra-atacar pelas costas”, opinou Maldonado. O Uruguai, que dominou o Sul-Americano Sub 20 nos anos 70, tenta mais uma vez recuperar sua condição de grande do continente. No entanto, a seleção está sendo atrapalhada desta vez pelo péssimo calendário do futebol no país. Enquanto os jogadores de toda a América do Sul estavam de férias, no Uruguai muitos deles ainda disputavam a Seletiva para a Libertadores e por isso só se integraram à seleção sub 20 poucos dias antes da viagem para a Colômbia. “É claro que isso não foi o melhor para o grupo, mas devemos superar isso e pensar em fazer um bom torneio”, disse o técnico Gustavo Ferrín. Apesar das dificuldades, os uruguaios não abandonam a esperança em conquistar o título sul-americano. “Primeiro queremos conquistar a classificação para a segunda fase, depois pensar numa das quatro vagas para o Mundial e, por último, manter a esperança de brigar pelo título”, afirma. Já o Equador tenta reeditar a boa fase de 2001. Jogando o Sul-Americano em casa, os equatorianos conseguiram a classificação para o Mundial da Argentina e ainda chegaram à segunda fase da competição. O técnico José Jacinto Vega tratou de tirar a pressão de cima dos ombros de sua equipe. Ele afirmou que sua intenção é dar prosseguimento ao crescimento do futebol equatoriano, o que mais tem evoluído nos últimos anos no continente. “Não temos um histórico de campeões do mundo, nem nos classificamos para mundiais consecutivos, mas considero que estamos sentando as bases” para o futuro, disse o técnico. O Chile quer aproveitar o Sul-Americano da Colômbia para desfazer a má impressão deixada nas últimas quatro edições da competição, em que conseguiu a classificação para o Mundial apenas em 2001. No entanto, os jogadores mancharam o nome da equipe naquele ano ao serem detidos num bordel no centro de Santiago. Ainda por cima, o grupo teve má atuação no Mundial. O técnico da atual equipe, José Sulantay, é realista e quer o Chile jogando um futebol de resultados, sem se preocupar com o espetáculo. “Agora digo aos jogadores que se ganharmos por meio (gol) a zero vale. É lamentável que tenhamos de apelar para isso, mas todo mundo faz isso, menos os chilenos, porque quisemos ser mais reais do que o rei”, afirmou. jm dk  

 


EFE


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