Alemanha e Coreia empatam em 3 a 3 em jogo eletrizante

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Coreia marca o segundo: delírio na Fonte Nova (Fotos: Igor Matheus/ Portal Infonet)

Tem alguma coisa nas redes da Arena Fonte Nova. Nas quatro partidas que aconteceram lá pelas Olimpíadas, elas receberam nada menos que 24 gols – a mesma quantidade que receberam na Copa inteira. A última partida a contribuir com a generosa conta foi a segunda deste domingo, 7. Alemanha e Coreia deram tudo de si pelos três pontos, mas acabaram mesmo fazendo e tomando três gols: 3 a 3 no fim das contas.

O empate complica a Alemanha, que é a terceira da chave C com um ponto, e embola a classificação entre Coreia e México, que têm quatro pontos. Com melhor saldo de gols, o time asiático ainda é o líder do grupo.

O jogo
Um gigante do futebol mundial contra os sempre surpreendentes e ousados azarões asiáticos. E em um dia em que até Fiji fez gol, é claro que a primeira chance real tinha de ser coreana. Foi logo aos cinco minutos, quando Hwang roubou a bola na intermediária, ganhou do zagueiro, limpou, agitou a torcida e… chutou muito fraco. Pelo menos foi a partir daí que surgiram os primeiros gritos de “Coreia, Coreia” com sotaque baiano.

Gnabry empata: 1 a 1

Quando o coreano Son fez chapéu em Sven Bender, o estádio veio abaixo – e o time de vermelho se converteu em uma espécie de representante do futebol brasileiro contra os impiedosos alemães. O problema é que os contra-ataques rápidos dos asiáticos paravam na truculenta zaga alemã como se batessem em um muro.

Só que a Alemanha também não ia bem. Gnabry, muito marcado, sumiu. As jogadas pelo lado direito não surtiram efeito nenhum. E o 0 a 0 foi insistente. E eis que a zebra, que havia ido tomar água no Dique do Tororó, voltou pra dar um galope na Fonte Nova novamente. Aos 23 minutos, após cobrança de escanteio pra Coreia, a bola sobrou para Hwang, que tocou pro gol. A bola bateu no alemão Toljan, entrou e abriu o placar: Coreia 1 a 0.

A Alemanha respondeu aos 26 com Selke, que se livrou da marcação, bateu cruzado e a bola saiu com perigo. E quando todos achavam que Gnabry ia permanecer sumido, Brandt o serviu na esquerda e o endiabrado camisa 17 só fez bater colocado no canto direito: 1 a 1. Aos 36, o próprio Brandt teve grande chance na área. Com o peito do pé, o camisa 11 fuzilou pro gol, mas o goleiro Kim espalmou pra fora. Aos 40, foi a vez de Klostermann desperdiçar: depois de receber sozinho na esquerda, o zagueiro balançou as redes pelo lado de fora.

Alemanha em cima, mas jogo foi equilibrado

Na segunda etapa, a Alemanha começou disposta a entregar o ouro. Logo aos três minutos, o goleiro Horn se complicou e quase entregou o ouro para o ataque coreano diante do gol aberto. O s germânicos responderam aos 6: Gnabry cruzou, Kim rebateu, e na cabeçada de Selke, Kim teve reflexo para agarrar – lance para levantar a torcida. Aos 9 minutos, Selke acertou, mas com os pés: após receber de Meyer na área, o camisa 9 deu um toquinho para encobrir Kim e marcou o gol da virada: Alemanha 2 a 1.

Só que a Fonte Nova é onde as zebras são pintadas. No minuto seguinte, Son disparou com a bola pela esquerda, invadiu a área e tocou por baixo do goleiro Horn para empatar: o estádio veio ao chão com o 2 a 2.  Aos 19, Son quase marcou de primeira após cruzamento da direita – mas dessa vez Horn salvou. A Alemanha mostrou que estava viva aos 23, quando Jung se complicou na defesa e Selke se aproveitou para chutar – mas pra fora.

As 40, o azarão cantou de galo: Lee disparou pela direita e tocou rasteiro pra pequena área; Ginter se complicou para afastar e Suk, sozinho, tocou pra dentro: Coreia 3 a 2. O jogo parecia perdido para a Alemanha. Mas não era tudo. No penúltimo lance do jogo, aos 46, a Alemanha ganhou falta na entrada da área. Gnabry assumiu a responsabilidade, bateu tudo o que sabia e acertou o canto direito: 3 a 3.  A torcida lamentou não ter de testemunhar uma zebra histórica na Fonte Nova. Mas depois lembraram que haviam visto um jogo de seis gols – e aplaudiram.

Por Igor Matheus
De Salvador/ BA

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