Atividades aquáticas: prazer e saúde para os adeptos

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Roberto Andrade, professor de Hidroginástica há 4 anos
Sensação de prazer, sinônimo de lazer, benefícios para a saúde do corpo e mente para qualquer faixa etária, desde que tenha sido feita avaliação médica. Essa combinação pode ser encontrada facilmente nas atividades que envolvem água, possibilitando além de todos esses benefícios, perder bem mais calorias que os esportes aeróbicos, é o que diz o professor de hidroginástica, Roberto Andrade.

“A água tem uma propriedade física capaz de fazer com que as pessoas que aderem à prática uma perda de calorias duas vezes mais que os exercícios que utilizam pesos, aparelhagens, treinos de desgaste e afins sem estar na água”, destaca Roberto. Além disso, pode-se elencar uma série de melhorias paras as pessoas com problemas cárdio-respiratórios, neuromuscular, articulação e depressão por conta da liberação de adrenalina.

Para cada idade, uma nova metodologia tem que ser assumida pelo profissional habilitado em Educação Física. O educador físico há 10 anos, Wirdes Guimarães, destaca que em crianças, o fator lúdico é essencial para a adaptação ao meio aquático. Entre as etapas estão justamente a adequação ao meio líquido, domínio da piscina, respiração e flutuação. “Há uma facilidade muito grande de trabalhar com crianças na água. Eles têm um fascínio pelo meio líquido. O próprio fato das pessoas nascerem na água já ajuda nessa adequação”, destaca.

Indicação do exercício aquático para os filhos 

José Albino: “oportunidade deles aprenderem a nadar e na hora de lazer não correr o risco de afogar” 
Os pais que optam por essa atividade para seus filhos ressaltam os benefícios e a preferência em relação aos outros exercícios. “Tenho dois filhos fazendo natação. Gabriel, de 7 anos de idade e Natália, 5. Não espero tirá-los tão cedo. Um dos meus filhos tem problema alérgico. É uma ótima indicação que possibilita trabalhar a respiração para esses casos. Outra garantia é dar a oportunidade deles, em hora de lazer, comumente encontradas nas piscinas, saberem nadar e não correr o risco de afogamento”, fala o analista químico José Albino.

Já Helenice Valença, destaca a natação como uma atividade que exercita o físico e o mental. “Minha filha tem hiperatividade. Desde que ela iniciou, tenho visto uma melhora significativa. A atividade na água ajuda e muito. Vou deixá-la fazendo a depender do desenvolvimento dela, mas é uma atividade que vi mais resultados em relação a outras”, conta.  

Entre adolescentes, adultos, idosos e também crianças, o condicionamento físico através da prática de exercícios de não-impacto passa a ser opção para esse público que dá resistência e também qualidade de aprender as modalidades da natação: crowl, costas, borboleta e peito. Além desse processo de aprendizado, outra vertente que também é bastante explorada é a preparação para campeonatos.      

Hidroginástica X Natação      

Aparelhagem para exercitar dentro da piscina
O uso de aparelhagem nas duas opções de aprendizado na água é constante, principalmente no início das atividades. O chamado ‘macarrão’ é o instrumento multiforma mais comumente utilizado para dar o equilíbrio inicial. Além deles, diversos outros como pesinho, caneleira, entre outros, compõem o arsenal para trabalhar com especificidade cada caso. No caso da natação, em especial para as crianças, bonecos e equipamentos lúdicos fazem parte do processo para ambientação e uma forma de aprender fugindo do didatismo.  

“Os benefícios de ambos são similares, mas vale destacar que a natação é uma forma de movimentar o corpo como um todo. Já a hidroginástica, um exercício localizado, o que geralmente são trabalhadas todas as partes do corpo, mas de forma mais específica”, conta o professor de hidroginástica, Roberto Andrade.   
 
Por Karinéia Cruz e Gabriela Amorim

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