Bons resultados impulsionam seleção feminina de handebol

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A seleção brasileira de handebol segue para Atenas nesta quarta-feira com um componente que faltou nas outras duas vezes que disputou as Olimpíadas: confiança. Neste ano, o time do técnico Alexandre Schneider deixou para trás a imagem de time frágil que sempre acompanhou o Brasil. “Quando foi feito o sorteio dos grupos para as Olimpíadas, todos queriam cair no mesmo do Brasil. Quando as potências nos enfrentavam, poupavam as melhores jogadoras. Em Atenas, acho difícil isso acontecer”, avisou o treinador. A “culpada” para essa mudança de comportamento foi a última excursão das brasileiras pela Europa. Em um torneio pré-olímpico na França, a seleção perdeu por apenas dois gols para França, atual campeã mundial, e Hungria, vice. Em sua última partida, o Brasil surpreendeu e venceu a Dinamarca, ouro nos Jogos de Sydney-2000. “Passamos a acreditar que podemos jogar de igual para igual com elas, que não somos inferiores. O respeito acabou e esse é o caminho para chegarmos ao nível delas”, disse Ana Amorim, 21 anos, a mais jovem do time. Um dos fatores para essa evolução do handebol feminino do país é o intercâmbio com as potências européias. Além das excursões para o exterior, a seleção tem hoje oito atletas que atuam fora do Brasil. A vantagem, porém, quase prejudicou o time. O calendário europeu deixou as atletas “presas” até junho. Schneider só teve o grupo completo para treinar em julho. Nesse período, porém, as duas primeiras semanas foram de trabalhos físicos, para que a preparação física das jogadoras “européias”, em final de temporada, ficasse no mesmo patamar das “nacionais”, que já vinham trabalhando na seleção desde fevereiro. “O período não foi o ideal, mas conseguimos deixar o time homogêneo. Esses resultados mostraram isso. E o melhor é que podemos evoluir ainda mais”, explicou o treinador. A seleção feminina deve jogar dois amistosos em Atenas, contra times do outro grupo. Um dos rivais deve ser Angola, no dia 9. Os últimos detalhes da partida serão definidos quando a delegação chegar à Vila Olímpica. Nos Jogos, o Brasil está no Grupo A, ao lado de China, Grécia, Hungria e Ucrânia. A estréia será no dia 15, contra as donas da casa.

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