|
Torneio nacional classifica duas equipes para a divisão principal da modalidade (fotos: Igor Matheus/ Portal Infonet) |
Saques. Manchetes. Bloqueios. Aces. E tudo isso sem nenhum salto. Inusitado sem deixar de ser emocionante, o vôlei sentado cresce como modalidade paralímpica e tem Aracaju entre seus principais roteiros: desde o último dia 7, oito equipes de várias partes do país disputam na capital sergipana o Campeonato Brasileiro de Vôlei Sentado – série B. Os jogos, que classificam duas equipes para a divisão principal da modalidade, acontecem no ginásio do Instituto Federal de Sergipe e se estendem até este sábado, 9.
Os times em disputa são Peruíbe, de São Paulo; Vasco da Gama, do Rio de Janeiro; Associação Antares, de Alagoas; Associação Maringá, do Paraná; DPA, do Pará; ADESEF, também do Pará; Pernambuco e Aracaju. Atual vice-campeão do Nordeste e terceiro colocado no último brasileiro, o representante sergipano Aracaju já tem uma vitória – 3 sets a 0 sobre Peruíbe – e uma derrota – 3 sets a 2 para o Vasco – na campanha deste ano.
|
Ângelo Alves, do Aracaju: apoio insuficiente |
De acordo com Oswaldo Mendonça, técnico do time de Aracaju e um dos organizadores do evento, o time sergipano está conseguindo atingir seus objetivos, mas ainda carece de experiência. “A equipe tem apenas três anos de existência e não tem nenhum adversário no estado. Faltam mais times e competições. Ninguém alem de nós trabalha com vôlei sentado por aqui”,
Mais apoio
No voleibol sentado há mais de quatro anos, o paraense Jorge Luís a ressaltou a importância da modalidade para sua vida. “Desde que comecei a praticar, mudou muita coisa. A confiança e a autoestima melhoraram, e ganhei uma válvula de escape para descontrair”, conta.
Já o sergipano Ângelo Alves Neto, praticante de vôlei sentado desde o início do time de Aracaju, descreveu como conheceu a modalidade. “Eu estava em uma festa e comecei a conversar com outro deficiente físico. Então ele mencionou o vôlei sentado e me convidou para participar. Entrei, gostei e nunca mais saí. Sempre amei esportes com bola, e é ótimo poder praticar algo assim com pessoas com as mesmas limitações que as minhas”, conta.
|
Oito equipes disputam duas vagas |
Mesmo satisfeito com o desempenho e a experiência de sua equipe atualmente, Ângelo sente falta de mais apoio. “Somos meros pedintes. Geralmente quem nos ajuda são pessoas que têm deficientes na família. Precisamos de mais recursos para disputar amistosos e outros campeonatos”, diz.
Por Igor Matheus
Portal Infonet no WhatsApp
Receba no celular notícias de Sergipe
Acesse o link abaixo, ou escanei o QRCODE, para ter acesso a variados conteúdos.
https://whatsapp.com/channel/
0029Va6S7EtDJ6H43
FcFzQ0B