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Ramom Rozendo: técnico e atleta (Foto:Igor Matheus/ Portal Infonet) |
Parece que ele tem uma bateria de longa duração dentro de si. Mas é a velha e infalível dedicação ao que se faz. Técnico de segurança do trabalho de dia e estudante de engenharia à noite, o sergipano Ramom Rozendo, 26 anos, ainda encontra tempo para ser um atleta de alto nível de kickboxing – e com sérios compromissos em vista. Entre os dias 4 e 7 de setembro, ele estará em Piracicaba, São Paulo, como um dos representantes de Sergipe na próxima Copa Brasil da modalidade.
Esta será a primeira vez de Ramom na Copa Brasil, que é torneio seletivo para o próximo Pan-Americano na Argentina. “Era para eu ter ido no ano passado, mas houve alguns desencontros. Só que desta vez será diferente. Estou entre 42 representantes do estado na competição”.
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O atleta em uma de suas várias competições: oito anos de história na modalidade (foto: Acervo Pessoal) |
Kickboxer há oito anos, Rozendo é um original faixa marrom que teve de reiniciar sua graduação graças à mudança de federação – e hoje amarra a amarela. Os títulos, entretanto, falam mais pelo seu desempenho do que a cor da faixa: atual bicampeão brasileiro, o atleta já chegou a ser campeão sergipano de Muay Thai e venceu a última Copa Marcelo Déda de Kickboxing, torneio que o credenciou para a Copa Brasil na categoria 69 kg – low kicks.
E pelo que Rozendo conta, a rotina de treinos já é um combate à parte – contra o tempo. “Treino duas horas de segunda a sábado depois que chego da faculdade, lá pelas 22h. Só vou dormir uma da manhã, e depois tenho que levantar às 6h par ir trabalhar como técnico na obra. Faço isso em todos os campeonatos”, conta.
O dia a dia puxado, entretanto, tem uma motivação muito simples: resultados cada vez melhores. “Tenho objetivos. São eles que alimentam minha vontade de treinar. Um deles é ir ao WGP, que é um dos maiores eventos do país. Estou me preparando para as seletivas”. Ramon conta ainda como as rotinas do trabalho e do kickboxing acabam se confundindo – no bom sentido.
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Ramom, à esquerda: foco no WGP |
“Como técnico de segurança do trabalho, acabo levando para as lutas a preocupação com a segurança. Só luto com protetor bucal, por exemplo, e sempre tomo cuidado com equipamentos de proteção pessoal. Também já pude aplicar algumas vezes meu preparo com primeiros socorros”, conta. Por outro lado, ser lutador tem efeitos colaterais inconfundíveis. “Já cheguei na obra de olho roxo. Foi uma perturbação geral. Mas faz parte”.
Por Igor Matheus
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