Cinto justo: clubes sergipanos buscam saídas após parada no futebol

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Clubes estudam estratégias financeiras para diminuir impacto da paralisação de campeonatos (Foto: Pixabay)

O tamanho do impacto econômico provocado pela pandemia do coronavírus está longe de ser calculável. Com o vírus ainda em fase inicial, no Brasil, não há qualquer certeza sobre a retomada das atividades. Neste escopo, se encontra o futebol. O esporte foi suspenso em todo o país e agora coloca em xeque a saúde financeira de centenas de clubes, entre eles, as equipes sergipanas.

Por aqui, o campeonato estadual acabava de entrar em sua fase final quando houve a paralisação esportiva. Confiança, Sergipe, Itabaiana e Frei Paulistano, que disputam o quadrangular final, agora seguem sem qualquer previsão de retorno às partidas oficiais. Mas o que fizeram esses clubes para administrar a atual situação? Com orçamentos apertados, contratos em vigor até abril e quase nenhuma arrecadação, os clubes estudam medidas para enfrentar a pandemia.

Confiança

A equipe proletária é a única, em Sergipe, que tinha garantido um calendário até o final do ano, em função da disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Naturalmente, esse fator exige um planejamento para todo o ano. No entanto, o presidente do Confiança vê com preocupação a parada no futebol. “É um período que não temos arrecadação com bilheteria, com premiações e nem com torcedores”, lamenta Hyago França.

O Confiança prorrogou a data de retorno aos treinos para o próximo dia 30 de março, mas, nos bastidores, já se entende que a pandemia deve durar mais tempo e os dirigentes trabalham com outras alternativas. O Confiança faz parte da Comissão formada por clubes das séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro, que atualmente negociam com a Federação de Atletas um período de férias coletivas e redução salarial enquanto durar a pandemia.

A reunião por vídeoconferência ocorreu no início desta semana. A proposta dos clubes é dar férias coletivas aos jogadores a partir do mês de abril, e enquanto o futebol não retornar, estabelecer uma redução salarial de 25% para os jogadores. Uma proposta anterior com redução de 50% já havia sido recusada. A atual proposta segue sendo analisada, e inclui ainda folga de 10 dias no final da temporada para os atletas.

Sergipe

O Club Sportivo Sergipe foi a equipe sergipana que adotou a medida mais drástica, após a paralisação do futebol. Com a projeção de que o futebol não voltará em pelo menos 2 a 3 meses, o presidente alvirrubro, Ernan Sena, anunciou a rescisão contratual com todos os atletas do elenco profissional. A justificativa é que o clube vem combalido, financeiramente, e não teria como arcar com o salário dos jogadores por um período maior que o previsto. O clube, no entanto, não fala em desistência do campeonato sergipano.

Itabaiana

O Itabaiana ainda não definiu a situação dos seus atletas. De acordo com o vice-presidente do clube, Olivério Chagas, todas atividades esportivas do clube estão suspensas. Com a maior parte dos atletas do elenco profissional com contrato até o mês de abril, o clube trabalha com esse prazo para ter uma resposta da Federação Sergipana de Futebol sobre a continuidade ou não do campeonato sergipano. “Só tomaremos uma decisão depois que houver essa posição da Federação”, frisou o dirigente.

Frei Paulistano

O Frei Paulistano está em uma posição de aguardo das autoridades máximas do futebol brasileiro. De acordo com o supervisor do clube, David, os treinos estão suspensos e datados para retornar no próximo dia 30, mas ele acredita que isso dificilmente aconteça. “Essa situação (pandemia) ainda deve se arrastar. Nós pagamos o mês de março aos atletas, está tudo quitado, e por enquanto vamos aguardar durante o mês de abril alguma posição das autoridades, como a CBF. Após isso, tomamos uma decisão em relação aos atletas”, pontuou o dirigente.

Por Ícaro Novaes

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