COMUNICAMOS O FALECIMENTO DA TRADICIONAL “GARRA URUGUAIA”.

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Cometário feito por Carlos Lopes
O que vi ontem foi surpreendente, lastimável e revoltante. O último adjetivo fica por conta da minha e, talvez nossa, total incompatibilidade com os “muchachos”.

A “Celeste” estava totalmente irreconhecível, a começar pela estranha camisa rubra, que depois vim a deduzir, que era vermelha “de vergonha”, por mais um vexame.

A verdade é que os “filhos de Perón” deram um passeio. Não tiveram a menor dificuldade para chegar aos 3 x 0, logo no primeiro tempo, ajudados pela incompetente defesa uruguaia que sonhou ter categoria para sair driblando e caiu de quatro.

  

Tempo de Jogo

 

1º Tempo

 

À     6 minutos — 1 x 0 — o ataque “Isabelita” trocou passes na frente da área, sem que os “cabeçudos” defensores “pratenses” conseguissem evitar. Saviola dominou no meio e tocou para Sorín, que, na entrada da área, rolou para Lucho González bater forte no canto direito, sem chance para Viera, inaugurando o placar. Ali já previ a goleada.

 

À     26 minutos — quase sai o segundo. A defesa uruguaia saiu, mais uma vez, jogando errado e o argentino Riquelme roubou a bola, deu um bonito passe para Figueroa, que perdeu gol feito, chutando na saída do goleiro Viera, que defendeu com o pé direito, colocando para escanteio.

 

À     32 minutos — 2 x 0 —  em nova roubada de bola argentina, Saviola entrou pela direita e cruzou para Figueroa, que antecipando-se a Viera e, com um toque sutil sobre o goleiro, fez 2 a 0.

 

À     37 minutos — o Uruguai chegou com perigo pela primeira vez no jogo, mas em bola parada. Em boa cobrança de falta de Javier Delgado, Abbondanzieri fez uma ponte para espalmar para escanteio.

 

À     45 minutos — 3 x 0 — quando os uruguaios já rezavam um terço por saírem perdendo de pouco, em mais uma troca de passes quase dentro da área, a bola passou nos pés de Lucho González, Sorín, Saviola e Riquelme, que ajeitou para Zanetti bater cruzado, na linha da grande área, no canto direito de Viera.

 

2º Tempo

 

À     6 minutos — nos primeiros instantes da segunda etapa os uruguaios promoveram uma pressão “meia-bomba”. Chevantón tocou para Darío Silva, que arriscou de longe, mas a bola passou por cima gol.

 

À     10 minutos — 4 x 0 — Em replay do que aconteceu no primeiro tempo – defesa uruguaia errando e ataque argentino se aproveitando – Saviola tocou para Riquelme, que deu passe preciso para Figueroa driblar o goleiro e aumentar o escore, em ritmo de treino.

 

À     18 minutos — 4 x 1 — os “eternos vices” da América do Sul”, perceberam que o jogo já tinha dono e com a enorme arrogância que lhes é peculiar, esqueceram da lição que lhes impusemos na última Copa América e tiraram o “pé do acelerador”. Cochilaram e permitiram que o uruguaio Cristián Rodríguez entrasse pelo meio e chutasse forte e rasteiro de fora da área, no canto esquerdo de Abbondanzieri diminuindo a diferença no placar

 

À     31 minutos — Saviola entrou sozinho e chutou em cima de Viera; no rebote, o atacante chutou para fora.

 

À     33 minutos — o argentino Maxi Rodríguez chutou no canto direito de Viera, que salvou na ponta dos dedos.

 

À     38 minutos — Heinze, bisonha e “portenhosamente” derrubou o uruguaio Chevantón na área em pênalti muito bem marcado por Wilson de Souza Mendonça. O atacante cobrou e Abbondanzieri defendeu, mas o juiz – fiel representante brasileiro –  acertadamente mandou voltar. Na segunda cobrança, aos 41, Chevantón cobrou no canto direito do goleiro, a bola ainda bateu na trave antes de entrar cravando o resultado final.

 

E foi só.          

 

Muito bom termos ganho “deles” na Copa América, senão, essa excelente seleção argentina teria ganho todas e aí, a prepotência deles bateria recordes olímpicos, superando-os a si mesmos, como se isso fosse possível.

 

Dados do Jogo


ARGENTINA 4 x 2 URUGUAI

Estádio: Monumental de Núñez, em Buenos Aires (ARG)
Data-Hora: 9/10 – 15h (de Brasília)
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (Brasil)
Auxiliares: Válter José dos Reis (Brasil) e Jorge Paulo Oliveira (Brasil)

Gols: Lucho González, aos 06″/1ºT (ARG); Figueroa, aos 32″/1ºT (ARG); Zanetti, aos 45″/1º T (ARG); Figueroa, aos 10″/2ºT (ARG); Cristián Rodríguez, aos 18″/2ºT (URU); Chevantón, aos 41″/2ºT (URU)

Cartões amarelos: Heinze e Lucho González (ARG); Darío Rodríguez e Chevantón (URU)

ARGENTINA: Abbondanzieri, Coloccini, Samuel e Heinze; Zanetti, Cambiasso, Lucho González (Maxi Rodríguez – 23″/2ºT), Riquelme e Sorín; Saviola e Figueroa (Insúa – 36″/2ºT) – Técnico: José Pekerman

URUGUAI: Viera, Lembo, Joe Bizera (Alejandro Lago – 11″/2º T), Darío Rodríguez e Carlos Diogo; Diego Pérez (Pablo García – 10″/2º T), Marcelo Sosa, Javier Delgado e Cristián Rodríguez; Darío Silva (Forlán – 10″/2ºT) e Chevantón – Técnico: Jorge Fossati

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