Contagem regressiva: faltam 7 dias para as Paraolimpíadas de Atenas

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O espírito olímpico continua tomando conta de Atenas, na Grécia. Depois de se despedir dos atletas olímpicos, a cidade dá as boas vindas para quatro mil atletas, de 143 países dos cinco continentes, que disputam, de 17 a 28 de setembro, os Jogos Paraolímpicos. O Brasil marca a sua presença com 98 atletas, que vão participar de 13 das 19 modalidades. A maior delegação brasileira a disputar os jogos tem pela frente o desafio de superar o desempenho de Sidney, onde o Brasil conquistou 22 medalhas – seis de ouro, 10 de prata e seis bronze.

 

O presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Vital Severino Neto, começou a investir nestes jogos quando assumiu o cargo em 2001. Sua motivação foi o slogan “Atenas, a meta. O pódio, o objetivo. O ouro, o sonho. Consolidar o desporto paraolímpico brasileiro, o compromisso”. O aumento do número de atletas brasileiros participando das competições de Atenas e nove recordes mundiais conquistados pela equipe, mostram que os objetivos estão sendo atingidos.

 

Além dos 98 atletas, a delegação brasileira conta ainda com sete atletas guias e 64 integrantes, entre os quais estão dirigentes, técnicos, coordenadores de modalidades, médicos, fisioterapeutas e psicólogos. Em Atenas, o Brasil faz sua estréia no hipismo e goalball (esporte criado exclusivamente para cegos e deficientes visuais), modalidades das quais nunca participou; no basquetebol e tênis em cadeiras de rodas, que pela primeira vez participam através de seleção e não convite; e no futebol de 5 (para cegos) e judô feminino, modalidades que integram os programas dos Jogos nesta edição.

 

AVAPE realiza paraolimpíada interna

Com objetivo de estimular a prática esportiva, trabalho em equipe e integração de pais e assistidos, a AVAPE – Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais realizou, no dia 28 de agosto, paraolimpíadas internas na Unidade Educacional Gudrum Eikweier Benson – Centro de Convivência Avape Riacho Grande, em São Bernardo (SP). Dos 160 aprendizes atendidos no Centro de Convivência, 90 estiveram na unidade durante o sábado para participar de apresentações de ginástica rítmica e competições de futebol, basquete, arremesso de peso, salto em distância e corrida. “Cada aprendiz escolheu o esporte no qual gostaria de competir e assim trabalhamos também o desenvolvimento da iniciativa”, conta a professora de educação física Simone da Silva Carreira.

 

Antes dos jogos em si, Simone trabalhou com os atendidos o significado das Paraolimpíadas de 2004 em Atenas, a importância de um evento que reúne 4.000 atletas com algum tipo de deficiência de 143 países e apresentou os esportes paraolímpicos “Muitos nem sabiam que os Jogos existiam”, lembra Simone. “A iniciativa ajudou a elevar a auto-estima, a socialização e as habilidades físicas e motoras dos nossos atendidos”, comemora a responsável pela Unidade, Regina Pontes.

 

O presidente do CPB, Vital Severino Neto, concorda que o esporte é um instrumento de reabilitação física e social. “O esporte é, se não a melhor, uma das mais eficazes ferramentas que existem de inserção social da pessoa com deficiência”, afirma.

 

Ao final da 1º Paraolimpíadas do Centro de Convivência AVAPE no Riacho Grande, todos os competidores receberam medalha de ouro. “Todos ganharam medalhas porque eles já são campeões, todos os dias eles lutam contra suas limitações”, conclui a Regina

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