Ex-jogador do Confiança crê em ascensão à Série B

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Garrinchinha: de jogador do Dragão a torcedor (fotos: Igor Matheus/ Portal Infonet)

Apelido de craque, fama de craque e histórico de craque. Aos 67 anos, João Ramos se orgulha de ter todos esses atributos. Mas é quando o chamam de Garrinchinha que seu orgulho é compartilhado, também, pela torcida da Associação Desportiva Confiança. Jogador do clube proletário entra 1963 e 1968, o ex-ponta hoje é um torcedor dedicado ao Dragão – e daqueles satisfeitos com a atual campanha do time na Série C.

“O Confiança já deu uma grande alegria para a torcida esse ano. Já fez muito. Muitos torcedores não acreditavam que ele chegaria a permanecer na Série C, principalmente depois daquele começo ruim. Mas depois dessa conquista, nada é impossível. É difícil, mas dá para subir para a Série B”, destacou. Garrinchinha também mostrou sua satisfação com o elenco – e deu seus pitacos.

"É difícil, mas dá para subir para a Série B"

“O time que está aí é bom para subir. Perdemos o Éverson, um grande goleiro, mas hoje temos o Almir Dias, que acho que deveria começar a jogar sempre. Depois que ele entra em campo, o time engrena. É só ver como foi na última partida contra o Icasa. O time melhorou uns 50%. Também gosto do Richardson e acho que o Ney Maruim estreou muito bem. Diria até que, hoje, o forte do Confiança é o meio de campo”.

Lembranças
Orgulhoso de ter jogado com o Dragão em uma época em que o Sabino Ribeiro sequer tinha gramado – “a torcida do Sergipe chamava o nosso campo de ‘Chiqueirão’”, conta ele -, Garrinchinha lembra bem como conseguiu o apelido. “Foi quando eu jogava em Muribeca ainda, lá quando eu tinha meus 11 anos. Eu jogava em um time chamado Palmeirinha, e já era driblador. Um senhor chamado seu Clotilde me viu jogar, botou o apelido e ele pegou”.

O ex-jogador lembra ainda como quase foi chamado a substituir um grande jogador do Vitória d Bahia. “Lá no fim dos anos 70, quando eu já tinha meus 30 anos, fui jogar um torneio em Salvador pela seleção sergipana. Era a época em que Osni, do Vitória, ia para o Flamengo. Aí um senhor se aproximou de mim e me perguntou se eu não queria fazer um teste no Vitória. Mas eu já trabalhava, e esses testes iriam atrapalhar minha vida. Pensei comigo mesmo: ‘trocar o certo para me aventurar? Nada… E não fiz o teste”.

Garrinchinha também comemora ter construído uma vida apesar das dificuldades do futebol. “Sou grato por ter começado a trabalhar na loja da fábrica. Enquanto muitos jogadores caíram na miséria, eu consegui ter minha casa, minhas coisas. Sou grato a Deus por isso”.

Por Igor Matheus

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