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Atletas treinam para a competição (Fotos: Helena Sader) |
Quatro atletas sergipanos de jiu-jitsu estão sem recursos para viagem de uma competição internacional, que será realizada entre os dias 23 e 24 de agosto, em São Paulo. A viagem para o torneio será realizada na próxima sexta-feira, 22. Alguns esportistas já conseguiram efetuar o pagamento de inscrições e passagens, mas ainda falta verba para completar a viagem dos atletas.
A equipe Soul Fighters, do professor Emilio Nascimento, da academia Central Fight, tem quatro atletas entre os que irão disputar o campeonato internacional de São Paulo. Além do próprio professor Emilio, disputarão na competição: Samuel Cruz de Jesus, Juliana Andrade e Milena Nascimento, com 23, 17 e 18 anos, consecutivamente. Mas apesar da fome de medalhas, a equipe tem a preocupação de conseguir fundos para bancar a viagem. “A expectativa para trazer títulos é grande, mas fica difícil conseguir recursos para viajar”, disse o professor Emilio.
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Samuel e Emilio |
De acordo com o professor, a equipe Central Fight está “se virando nos 30” para conseguir dinheiro para a viagem. “As meninas têm o bolsa-atleta do município, mas ainda não é viável. São 400 reais, mas elas são atletas de nível internacional, e esse valor ainda não arca com todas as despesas”, explicou o treinador.
Segundo Emilio, os atletas conseguem angariar fundos com alguns empresários e amigos, mas infelizmente não alcançam o valor necessário. “Do governo estadual, a gente não espera tanto. Por mais que nos apóie bastante, a Secretaria de Estado do Esporte e Lazer teve sua verba cortada pela metade. Ou seja, agora é esperar que alguns empresários se sensibilizem com a condição dos atletas e possa ajudar”, disse Emilio.
O professor falou também sobre a falta de reconhecimento do esporte em Sergipe. “Saem daqui (academia Central Fight) campeãs mundiais, como é o caso da Milena e da Juliana. São conquistas gigantes e que muitas vezes não são reconhecidas. Mas a gente ainda acredita que um dia a gente receba a importância que merecemos”, explicou.
O professor disse ainda que tira do próprio bolso para conseguir levar os atletas a competições. “Eu paguei a inscrição de alguns que faltavam. Mas a passagem aérea complica a situação. A gente faz o que pode para se virar. Não viajamos de ônibus porque isso sacrifica o atleta”, contou.
Emilio se emocionou falando sobre o assunto. “Eu já formei campeões mundiais aqui e ninguém olha para isso. Eu fico emocionado ao falar, porque é uma situação chata ter de passar por isso. Eu sei que não é fácil, mas eu acho que muitos recursos poderiam chegar a nós de diversas formas”, concluiu o professor.
Agora, o professor e os atletas esperam o apoio de empresários. “É a nossa opção para conseguirmos a verba que falta para a viagem”, disse.
Por Helena Sader e Kátia Susanna
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