Kart: pilota paraibana rouba a cena na categoria Cadete

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Júlia Cabral: presença feminina nas pistas (fotos: Igor Matheus/ Portal Infonet)

Ela é rápida, competitiva, vencedora e era a única representante feminina dentre todos os 36 pilotos da Copa Nordeste de kart realizada em Aracaju. Aos 11 anos, a paraibana Júlia Cabral poderia chamar atenção apenas por ser uma menina em um esporte predominantemente masculino. Mas ela fez mais: campeã da primeira bateria e terceira colocada da segunda bateria pela categoria Cadete, a jovem pilota foi um dos destaques da competição e é a líder da classificação entre os iniciantes na Copa Nordeste.

De acordo com Júlia, a paixão pelo automobilismo veio de casa. “Eu sempre assisti Fórmula 1 e competições de kart com meu pai, até que ele comprou um kart para ele e pro meu irmão. Eu ia para os treinos e ficava só olhando, até que meu irmão não se interessou mais. Então meu pai comprou um kart pra mim e até hoje estou correndo”.

Atual vice-campeã paraibana e firme na briga pelo título estadual deste ano, Júlia conta que tem entre suas referências pilotos como Sebastian Vettel e Lewis Hamilton – e entre eles, a brasileira Bia Figueiredo, que pilota na Stock Car. Ainda segundo Júlia, competir em um esporte dominado por homens não a intimida. “Quando eu ganho alguns ficam com raiva, mas eu nem ligo. Para mim é normal”.

Júlia e o pai, Erli Júnior

Para o pai da competidora, Erli Júnior, muitos pais de pilotos usam a presença de sua filha como uma forma distorcida de estimulá-los. “Existe um certo preconceito. Os pais de outros pilotos acabam inibindo seus filhos. Ao invés de incentivá-los, exigem mais dos meninos porque tem uma menina andando mais rápido que eles. Mas no fim das contas, são todos crianças. Na pista eles disputam, mas fora dela, brincam entre si. O intuito aqui ainda é fazer com que se divirtam”.

Por Igor Matheus

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