MC desenvolve projeto de inclusão social pelo esporte

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A Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) lançará nesta terça-feira, dia 29 de março, o Projeto Inclusão Social pelo Esporte. Atletas de ponta do esporte nacional receberão incentivos da instituição para, em contrapartida, auxiliar nas aulas de natação, ciclismo, atletismo e judô a crianças carentes da região do Alto Tietê. O mesmo trabalho apoiará o desenvolvimento do Projeto Gaia (Grupo de Apoio de Inclusão aos Autistas), que atende pessoas autistas. A solenidade está marcada para começar às 16 horas, no Centro Cultural do campus Mogi da UMC.

            Três atletas de ponta foram selecionados para dar início ao projeto de inclusão desenvolvido pela UMC. Viviane Saggioni, 19 anos, tem 29 títulos de campeã em torneios de judô e foi a 17ª colocada na última edição da Corrida Internacional de São Silvestre, na categoria feminina. Edson Olimpio de Oliveira, 37, venceu o Campeonato Paulista de Duatlon em 2000, mesmo ano em que sagrou-se vice estadual de triatlon. Diogo de Castro Lopes, 21, tem 11 títulos de campeão em torneios promovidos pela Federação Paulista de Judô na categoria leve.

            Como contrapartida ao incentivo esportivo oferecido pela UMC, os atletas Viviane, Oliveira e Lopes serão responsáveis por orientar 35 crianças assistidas pelo Lar Batista, casa abrigo instalada há 64 anos no distrito de Braz Cubas, em Mogi das Cruzes. Logo depois de passarem por um exame médico completo, que incluirá até um eletrocardiograma, as crianças aprenderão semanalmente os fundamentos de judô, natação e atletismo que poderão fazê-las atletas competitivos no futuro. “Mais que formar competidores, a idéia é formar cidadãos”, diz a reitora da universidade, Regina Coeli Bezerra de Melo Nassri, 32.

            O trio de universitários, todos alunos da UMC, também ficará responsável por iniciar os 12 alunos do Projeto Gaia nos fundamentos de judô e atletismo interagindo com os exercícios específicos para as pessoas portadoras do autismo. Hoje, eles já recebem assistência em um projeto desenvolvido há mais de uma década pela professora Rosemy Maria Chacon Musolino, 49. “Atualmente, trabalho apenas com natação. Será extremamente interessante expandir a prática esportiva para outras modalidades”, diz ela, que coordenará os trabalhos.

            Ao saberem que haviam sido incluídos no projeto, os três atletas ficaram emocionados. Mais pela possibilidade de ajudar a formar os jovens do que pela parte financeira, que permitirá que eles continuem a competir pelo Brasil e pelo mundo afora. “O desenvolvimento desse projeto é um sonho realizado em minha vida. Quero agradecer à UMC pela oportunidade de coordenar, junto com outros atletas, essa ajuda à sociedade”, comenta Oliveira.

            Ex-morador de rua, com passagem pela Fundação Estadual do Bem-estar do Menor (Febem), o administrador do Lar Batista, Sérgio Ricardo Batista Moche, 43, ficou empolgado com o convite feito para integrar o projeto da UMC. Ele vê na Inclusão Social pelo Esporte a chance que muitas crianças precisam para encontrar um rumo na vida. “A prática esportiva não proporciona melhoria apenas na saúde e na qualidade de vida, mas também na parte espiritual e social da garotada”. As aulas serão ministradas aos sábados, a partir de 16 de abril, no Centro Esportivo da Universidade de Mogi das Cruzes, no bairro do Mogilar.

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