Presidente do Corinthians revela participação no MSI de georgiano

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Badri Parkatsishvili, 51 anos, um dos homens mais ricos do mundo, acusado de operações fraudulentas na Rússia, onde é procurado, e de ligações com o crime organizado, é quem está por trás da parceria do Grupo MSI.
Pelo menos, é o que garante Alberto Dualib o presidente do Corinthians. Em entrevista ao programa Terceiro Tempo da TV Record, domingo à noite, o dirigente anunciou orgulhoso que um Badri “com o sobrenome estranho” é quem está por trás do MSI. – Esse Badri é dono de um time na Geórgia, o Dínamo de Tbilisi, é dono de uma fortuna imensa, dono de televisão, é um magnata que tem alumínio, gás, petróleo, tudo… – afirmou Dualib, deslumbrado. Badri teria sido indicado por Boris Berezovsky, de quem é amigo e sócio há mais de quarenta anos.

– Não tem nada de falar do homem lá (Berezovsky). Ele pode até participar de algum fundo mas não desse. O que ele fez foi indicar para nós um amigo dele da Geórgia. Nós fomos até lá e fechamos com essa pessoa, que tem o fundo – afirmou Dualib, que, no programa, revelou ainda que Kia Joorabchian tem 30% das ações do MSI.

Badri Parkatsishvili é um dos oligarcas, grupo de empresários poderosíssimos que fizeram fortuna com o desmantelamento da estrutura estatal soviética. Além de ser amigo de Berezovsky, tem relações fortes com Roman Abramovich, dono do Chelsea e acionista do CSKA. Fez negócios com o magnata russo e chegou a administrar US$ 3 bilhões em alumínio para ele.

Influente, tem muito poder na Geórgia, seu país de origem, mas é persona non grata na Rússia, onde fez sua fortuna. Depois de ter deixado o país, em 2000, foi acusado junto com Berezovsky por fraude e desvio de US$ 13 milhões da Autovaz, maior empresa de carros russa. Ambos recorrem da acusação. A Rússia solicitou então sua extradição, mas o pedido foi ignorado na Geórgia.

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