Projeto muda a vida de crianças carentes da zona oeste

48 alunos do bairro José Conrado de Araujo participam do projeto (Fotos: Portal Infonet)

Diversas crianças carentes do bairro José Conrado de Araujo têm a oportunidade de aprender uma arte marcial e a fazer a sua história através do esporte.

Pensando em incentivar a prática do esporte no estado, contribuir com a disciplina e aprimorar a qualidade de vida dos alunos, o projeto ‘Lutando por um Futuro Melhor’, idealizado pelo professor Emilio Santos Nascimento, pretende oferecer através do esporte uma oportunidade a crianças carentes da zona oeste da Capital.

A academia fica na travessa Santo Antônio, nº 35, bairro José Conrado de Araujo, em um local alugado. A ação beneficia inicialmente 48 crianças carentes com idades entre cinco e 17 anos de idade.

Preconceito

Para o idealizador do projeto, Emilio Santos Nascimento, hoje já há a quebra do preconceito quanto à modalidade esportiva. “Antes existiam preconceitos em todos os esportes, mas hoje realmente o esporte é a elite do mundo. Mulheres, crianças e adultos estão procurando as academias para treinar, até como forma de manter a saúde. Vejo que violência é quem toma dinheiro da merenda das crianças, é os políticos que realmente são corruptos, isso que é uma violência terrível, deixar as crianças com fome, maltratar a quem não tem como se defender”, diz.

Formar cidadãos

Projeto pretende formar não só atletas

“Aqui é uma escolinha para formar não só atletas, mas cidadãos. A gente tenta passar pra ele a filosofia das artes marciais, ensina que tem que estudar, respeitar os pais e o coleguinha na academia. Aqui na academia tem um contrato que exige que o aluno tenha boas notas, que não brigue na rua e que se isso acontecer, ele vai ser excluído da escolinha”, orienta Nascimento.

Aprender a se disciplinar é outra atitude levada em consideração no projeto. “Aqui na escolinha ele vai aprender a arte e a se disciplinar pra ser um cidadão de bem. A competição a gente está levando como consequência dos treinos que eles estão fazendo aqui. A gente não exige que ele participe da competição, mas que ele se manifeste, que tome gosto pela luta e aí realmente a gente dá todo o apoio”, afirma.

Quebra de barreiras

Andreza Vasconcelos diz que recebe o apoio da família

Há seis meses no projeto, a jovem Andreza Vasconcelos, treina Jiu Jitsu, Judô e MMA, nos turnos da tarde e noite. Ela ainda conta que sempre teve o apoio da família. “Todo mundo me apóia e é legal porque se você for ver, tem mais homens do que mulheres praticando esses esportes”, diz.

A jovem conta ainda que o esporte beneficia o autocontrole e a saúde do praticante. “Respeitar as pessoas é fundamental. Briga não é uma coisa que se permite dentro da academia. Após as aulas, percebe que o condicionamento físico fica melhor, abre sua mente pra coisas novas e acima de tudo, como lidar com você mesmo”, esclarece.

Por Aisla Vasconcelos

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