Projeto Vôlei do Futuro traz o esporte para crianças na Orla

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As professoras Sandra e Mônica e alguns alunos do projeto Vôlei do Futuro
Há dois anos, a dupla sergipana de vôlei de areia Sandra e Mônica resolveram ajudar a sociedade fazendo o que mais gostam, jogando. O projeto Vôlei do Futuro, montado pelas duas jogadoras, ensina o esporte para crianças na Orla de Atalaia. Hoje o projeto tem 60 alunos entre crianças e adolescentes, carentes ou não, que jogam nas areias da praia, em frente ao Corpo de Bombeiros.

Os treinos acontecem dias de terça e quinta, das 7h30 às 10h30 e das 15h30 às 17h, e aos sábados das 8h às 12h e das 14h às 17h. As crianças interessadas em participar devem preencher uma ficha de inscrição, levar duas fotos e ir acompanhadas da mãe. O único pré-requisito é que estejam matriculada em uma escola.

A cada três meses os alunos devem apresentar o boletim às professoras do projeto. “Nós acompanhamos sempre as notas dos alunos. E quando algum deles tira nota vermelha fica um mês

Mônica (esq) e Sandra, criadoras do Vôlei do Futuro
sem vir para as aulas”, comenta a Sandra. A jogadora comenta que a estratégia tem dado certo e os alunos têm cada vez mais se aperfeiçoado no esporte.

“As pessoas que estão aqui treinando amam o vôlei. Os alunos já dominam os fundamentos do esporte e estão jogando muito bem. Alguns deles competiram no Projeto Verão contra duplas mais velhas e mostraram que sabem jogar”, afirma Sandra. O aluno mais velho do projeto tem 13 anos e competiu contra garotos de 16 no campeonato.

“O melhor é que eles estão no esporte e não nas drogas”, diz a jogadora. Ela comenta que quatro alunos do projeto entraram viciados em drogas e hoje estão livres da dependência. “O que a gente realmente quer com o projeto é fazer as pessoas felizes”, diz.

Apoio

No começo, em 2006, o projeto tinha o apoio do Governo do Estado que dava uma ajuda de custo. No entanto, hoje as jogadoras contam somente com a ajuda do vereador Juvêncio Oliveira e de amigos. “Nós precisamos muito do apoio do governo estadual, da prefeitura, ou da iniciativa privada. O vôlei é muito pouco apoiado em Aracaju”, lamenta Sandra.

Ela e a parceira deixaram de ir para um campeonato essa semana em Salvador por falta de verba. “Com certeza se houvesse mais apoio nós conseguiríamos expandir o projeto e correr mais campeonatos pelo país”, conclui.

Por Ben-Hur Correa e Gabriela Amorim

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