Sergipano se destaca no futsal da Rússia

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Tendo iniciado a carreira no Coritiba de Itabaiana, Kaká mora com a
esposa e o filho em Moscou desde o ano passado. Disputando o Campeonato Nacional pela equipe do Spartak, que não conquistou o título da temporada 2004-2005, mas fez o artilheiro da competição, o ala-pivô sergipano que marcou 49 gols. “O futsal na Rússia é completamente diferente do que é praticado no Brasil em termos de administração, financeiramente e no que diz respeito à organização dos clubes”, comparou, acrescentando que o calendário da competição é comprido e a carreira do jogador prolongada.
Ele destacou ainda, que os jogos dos times que disputam o Campeonato
Russo acontecem apenas aos sábados, uma vez, que os atletas não disputam ao mesmo tempo várias competições paralelas ao nacional. Os horários das partidas também são cumpridos rigorosamente. “Esses são alguns dos pontos positivos de se jogar futsal na Europa, além é claro da compensação financeira”, observou Kaká, que salientou que a modalidade na Rússia se encontra num bom nível técnico de resultados, já que o país é vice-campeão europeu não só de clubes, mas também de seleções.
O nível técnico respeitável do Campeonato Russo, observou Kaká, se deve
em parte também a presença de jogadores brasileiros no país, como por exemplo, Vander Carioca, João, Serjão, Alessio, bem como, de outros profissionais, como o
ex-preparador físico do Confiança, Sérgio Dórea. O craque sergipano disse que tem mais um ano de contrato a cumprir com o Spartak Sholkovo, mas os dirigentes do time já manifestaram interesse em renovar o contrato por mais três anos. A primeira pré-temporada 2005-2006 começa no próximo dia 17 de julho, na República Theca, e a segunda, na Espanha.
A vida na Rússia – Sobre o idioma russo, a forma de vida, Kaká disse
que ainda está se adaptando ao país, ao clima, à cultura, à culinária e aos costumes da população. Em termos de comunicação, uma das barreiras para qualquer estrangeiro, afirmou que o russo é muito difícil de aprender e compreender em pouco tempo, por isso, não saía muito de casa, entretanto, depois de cinco meses vivendo na Rússia já não se preocupava mais em ter dificuldade para se comunicar com as pessoas. “O inglês que aprendi quando morava qui em Aracaju tem me ajudado muito a me expressar quando tenho alguma dificuldade com o russo”, observou.      
Quanto ao dia-a-dia de sua vida com a esposa Sandra Ribeiro, que é
gaúcha, e o filho Antônio Henrique, que nasceu quando jogava na Espanha, em Barcelona, Kaká classificou como muito caseira, em virtude do rigoroso frio que faz na Rússia. Para se ter uma idéia, ele disse que no Inverno a temperatura é de menos 15 graus, podendo chegar até a 30 graus negativos. “Com um frio desse quem tem coragem de sair de casa, a não ser para trabalhar?”, indagou, acrescentando que apesar desses inconvenientes, a família consegue sempre um jeito para se divertir.                
A trajetória no futsal – Filho do extrema-direita Paulinho e neto do ex-atleta do Confiança, Bia (que já faleceu), Kaká disse que deixou Aracaju em 1996 para ir jogar na cidade de Marau, no Rio Grande do Sul, pela Perdigão. “Eu era jogador
do Coritiba de Itabaiana, e na final da Taça Brasil, dirigentes da Perdigão me viram, gostaram do meu futebol e me contrataram para jogar nas categorias juvenil e adulta, onde fiquei três anos”, relatou. Depois atuou pela Ubra, Goiás e Unoesc, de Santa Catarina, onde foi artilheiro do Campeonato Catarinense, antes de seguir para a Europa.
No continente europeu, Kaká jogou a temporada 2001/2002 na Espanha, em Barcelona, e a temporada 2002/2003 e metade de 2004, em Las Palmas. Ele destacou que ao contrário do idioma russo, em quatro meses já dava entrevistas em espanhol para as emissoras de rádio e TV. “Na Espanha, atualmente, está muito difícil de jogar devido o grande êxodo de jogadores e comissão técnica brasileiros. Desta forma, o atleta espanhol já tem um bom nível, que é aliado à coletividade. Por isso, não é à-toa que são bicampeões mundiais.
Seleção Brasileira – Sobre a Seleção Brasileira, Kaká disse que tem acompanhado as notícias através da Internet e pelo GNT (canal de TV por assinatura da Globosat) que mostra as competições da Liga nacional. Para ele, o futsal do Brasil passa por uma renovação muito boa sob o comando de um grande treinador, o Paulo César, conhecido por PC, que na sua opinião, seja talvez o mais competente profissional.
“Iremos passar um bom tempo sem reconhecer o futsal brasileiro, mas no futuro iremos colher bons frutos”, previu o craque sergipano. Ainda em relação ao técnico PC, ele afirmou que o profissional pelos clubes por onde passou sempre precisou de tempo para adotar seu estilo de trabalho e técnica a ponto de conseguir fazer com que os jogadores assimilem o que realmente querem em quadra. “Como estava sendo conduzida anteriormente, a Seleção Brasileira sempre iria continuar longe de voltar a conquistar o título de campeã mundial, mas com as mudanças administrativas e técnicas, agora sim, temos condições de sermos campeões no próximo Mundial”, previu Kaká, que ao encerrar a carreira como jogador pretende se tornar treinador.
 
 

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