Sergipe 2 X 1 Vila Nova

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Por Carlos Lopes

Eu nem esperava, ou melhor, até que esperava, mas não para tão cedo, ou melhor ainda, até que torcia para que acontecesse e, não é que aconteceu!

Foi mais do que de repente, menos do que eu estava preparado e, na conta certa da minha necessidade. Afinal, Aprendiz de Radialismo, não poderia perder a oportunidade que o Cósmico conspirou a meu favor, como ensina Paulo Coelho.

Barroso Guimarães, mais amigo do que professor, mais conselheiro do que o excelente profissional que é, e muito mais jornalista do que imaginei que alguém pudesse ser, me deu a chance de estrear, “estagiariamente”, como Rádio-Repórter, na transmissão da partida entre o Sergipe e Vila Nova, para a Rádio Nova Lima FM – 87,9.

Viu, seu Clarindo (meu pai, que também está no céu), seu filho é “besta” mesmo, nem bem começou o primoroso Curso de Técnico em Radialismo do SENAC, já debutou e, em escala interestadual, para regozijo da Família Lopes, alegria dos amigos, fiéis incentivadores e, despeito de outros, poucos, assim espero.

O fato importante é que estava lá, para aprender-fazendo o que estou assimilando nas apuradas aulas, não só do meu “padrinho” Barroso, como também do Mestre, Carlos França, fiel depositário da história sergipana, minucioso pesquisador da “Saga do Rádio Brasileiro”, pelo qual é apaixonado confesso e, “Testemunha Ocular” de ótimos “Causos Radiofônicos” deste estado.

Assim foi que testemunhei, mal começou o jogo, o “competente” Rubinho inaugurar o placar do “Batistão”, enlouquecendo, até prematuramente, sua rubra-torcida que já começava a imaginar um jogo fácil e com cheiro de goleada e, provocando um mal disfarçado sorriso “vermelho” na face ainda mais vermelha do nobre Mestre França, sergipano duas vezes, que com sóbria tristeza, também viu, no vacilo de sua defesa, o gol de empate do zagueiro Mateus, aos 18 minutos.

Mal acabava de me deslumbrar com as duas entrevistas que fiz à jogadores do Vila Nova e já começava o Segundo Tempo. Engraçado! Não me lembro de em nenhum momento de minha vida futebolística, como espectador é claro, ter visto um intervalo passar tão depressa.

Recomeça o jogo e após passar as informações que devia, sentei-me ao lado do enérgico, porém simpático treinador “Pirulito” e, cariocamente, comecei a “puxar-papo”. No meio da conversação fui informado que vencer o Serra, no campinho deles não era nada fácil. Pior ainda para os jogadores que teriam que se virar num banheiro, recém promovido a vestiário,  que era reservado aos times visitantes. Palavra de quem já “penou” por lá. O que o agradável treinador do “Leão Mineiro” não sabia, e eu nem quis comentar sem provas, é que o “soprador de apito”, super-auto-valorizado como Juiz, produziu dois gols à favor do time serrano, o primeiro ao inventar um pênalti e, o terceiro, de parceria com seu auxiliar, fazendo “vista grossa” ao escandaloso impedimento. Dizem até que os torcedores do “Cobra Coral” nem vibraram, tamanha a vergonha.

Esperei o comentário sobre como seu time atuava e como deveria atuar e fui até a cabine de rádio repassá-las, quase que no mesmo instante da explosão da “vermelho-sangue” torcida sergipana, pelo gol de Alisson, tornando a repor, em cada rosto do “mais querido”, um sorriso, mais de alívio do que propriamente de alegria, porque a torcida é apaixonada mas não é burra e sabia que do jeito que seu time estava jogando, perigava ser “contemplado” com outro gol do adversário, isto sem falar que, deste jeito, lá no “Alçapão do Bonfim”, batizado oficialmente como “Estádio Castor Cifuentes”, a derrota seria inevitável. Olha eu, cometendo o maior pecado dos comentaristas de futebol, tentando prever um resultado, como se futebol fosse uma ciência exata ou tivesse lógica.

Pronto! Para tranqüilidade de quase todos – tinha gente do outro lado das arquibancadas – e felicidade geral da nação “vermelha”, o baiano, Manoel Nunes Lopo Garrido encerrou os trabalhos, agradecendo a cooperação logística dos auxiliares sergipanos, Dernival Santos Pequeno e Antônio da Cruz dos Santos.

Foi sem dúvida uma excelente tarde-noite. Para o Sergipe? Claro. Mas astronomicamente mais, para mim.

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