Xadrez: Mundial Universitário reúne 50 melhores em Aracaju

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(fotos: Igor Matheus/ Portal Infonet)

Até o próximo dia 18, Aracaju será a capital mundial do xadrez universitário. Desde o último dia 13, o Real Praia Hotel, na Orla da Atalaia, sedia o Mundial Universitário de Xadrez, competição organizada pela Federação Internacional do Esporte Universitário – FISU – em parceria com a Confederação Brasileira do Desporto Universitário – CBDU. O evento reúne 50 dentre os melhores enxadristas da categoria de 13 países. O Brasil conta com oito representantes – quatro no naipe masculino e quatro no feminino. Dentre as mulheres, há uma sergipana: Jadna Couto.

Entre os destaques nacionais está Julia Alboredo, detentora da melhora campanha dentre os oito enxadristas brasileiros. Com uma vitória sobre a indiana Kabi Akankhya e um empate com a chinesa Shiqun Ni, atual líder da competição, Julia é a oitava colocada do ranking feminino até o momento. Outra brasileira, Kathie Goulart, também conquistou uma vitória, mas perdeu a segunda partida e é a atual décima segunda colocada. Na competição masculina, nenhum brasileiro chegou a vencer até o momento.

Julia Alboredo, a brasileira melhor colocada até o momento

De acordo com Pedro Caetano, árbitro-chefe do Mundial, os enxadristas se credenciaram para o torneio internacional a partir de seletivas nacionais. Quatro atletas masculinos e quatro femininos de cada país foram selecionados para o evento. Na competição, ainda segundo o árbitro, os confrontos são definidos a partir de um sistema suíço de cruzamentos.

“Todos jogam contra todos no começo, e a cada rodada o sistema vai filtrando por grupos. Após a primeira rodada, os vencedores jogam entre si, e o mesmo acontece com os perdedores. Depois, quem venceu duas vezes joga entre si, e assim por diante, até que, na última rodada, iremos conhecer os campeões”. Além da competição individual, o torneio também compreende a atuação por equipes, que destaca os três países com maior somatória de pontos.

De acordo com Caetano, a China e Polônia figuram entre os favoritos em ambos os gêneros – com destaque para o Peru no naipe feminino. “O Brasil não tem jogadores titulados, infelizmente, mas tem representantes jogando forte e há possibilidade de bons resultados”, destacou Caetano.

Por Igor Matheus

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