Abertura da Comissão da Verdade apura crimes da ditadura

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Autoridades e militantes participaram de debate (Fotos: Portal Infonet)

Robert Deyvis, diretor do Sindipetro AL/SE: resgatar memórias

Nadine Borges, membro da Comissão Nacional da Verdade: passado construído com base em pesquisas locais

Autoridades, militantes e representantes de entidades civis se reuniram na noite desta quinta-feira, 7, para o lançamento da Comissão da Verdade, Memória e Justiça “Alan Rodrigues Brandão”. A iniciativa é do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro AL/SE), com o objetivo de agregar apoio à Comissão Nacional da Verdade. O encontro aconteceu na sede da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Sistema Petrobrás no Nordeste Sergipe (Aspene).

De acordo com Robert Deyvis, diretor do Sindipetro, o intuito da comissão regional é contribuir para as investigações sobre os crimes da ditadura militar. “O Brasil sofreu um atraso com relação ao processo de apuração dos crimes em comparação a outros países da América Latina. A ditadura terminou em 1985, e só ano passado começou a articulação por uma Comissão da Verdade no Brasil. Por isso, é necessário ouvir os depoimentos de pessoas perseguidas e torturadas para que a história seja recontada”, afirma.

O diretor salienta as principais pautas da comissão. “Queremos resgatar memórias, buscando personagens e fatos, e solicitar dos governos de Alagoas e Sergipe um posicionamento frente aos crimes. Outro objetivo é apurar os casos de empresários que se beneficiaram diretamente com a ditadura, já que no Brasil esse foi um processo de opressão classista”, afirma.

Para Nadine Borges, socióloga e membro da Comissão Nacional da Verdade, a entidade deve ter como base o direito à memória. “A ideia é conhecer o passado se utilizando de pesquisas locais. É preciso lembrar que hoje vivemos em uma democracia, mas há pouco tempo atrás não havia liberdade de expressão e as pessoas viviam em estado de opressão”, diz.

Atualmente 12 estados brasileiros possuem comissões articuladas. “Cada exemplo local trazido à tona ajuda no conhecimento da sociedade, auxiliando a Comissão Nacional a construir um relatório fiel”, diz. O Termo de Cooperação das comissões regional e nacional deverá ser assinado na próxima sexta-feira, 8.

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