Ana Lúcia chama votação para plebiscito pelo Limite da Terra

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Ana Lúcia (PT) ressaltou importância de plebis cito (Foto: Maria Odília)
A deputada estadual Ana Lúcia (PT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, 2, para fazer um chamado a toda a população sergipana no sentido de votar no Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra no Brasil. A parlamentar petista diz ‘SIM’ à reforma agrária e ‘NÃO’ ao latifúndio. “É preciso delimitar o tamanho da propriedade máxima para que a reforma agrária possa acontecer”, afirma.

Hoje 54 entidades compõem o Fórum do Plebiscito pelo Limite da Propriedade da Terra no Brasil, e estão em movimento por todo o país. A campanha é uma das principais bandeiras do Grito dos Excluídos deste ano. A votação iniciou ontem, dia 1º, e segue até o próximo dia 7, em todo o território nacional.

Em Sergipe, os movimentos sociais e entidades que estão envolvidas com a campanha do Plebiscito apoiando e organizando, são: Consulta Popular, entidades do movimento sindical, do movimento popular do campo e da cidade, dos movimentos estudantil e juvenil (a exemplo do Movimento Estudantil da UFS e da Rede de Jovens do Nordeste), Pastorais, CUT, CTB, Fetase, MOPS, MOTU, MST e MPA.

Em Aracaju, as urnas estão espalhadas nos terminais de ônibus, no calçadão do centro, no mercado público, nos campus da Universidade Federal de Sergipe e no Hospital Universitário, na central Única dos Trabalhadores, no Sindiprev e demais sindicatos, entre outros.

Dados da realidade fundiária agrária

Em seu pronunciamento, Ana Lúcia apresentou um panorama sobre a realidade fundiária agrária no país e destacou os 20 países que já democratizaram suas estruturas fundiárias através do limite da propriedade. De acordo com os dados, o Japão foi o primeiro, ainda em 1946.

A deputada Ana Lúcia enfatizou que hoje, 50% (2.477.071) dos estabelecimentos agropecuários no Brasil têm menos de 10 hectares e ocupam somente 2,36% da área, ao passo que apenas 1% dos estabelecimentos rurais (46.911), possui área acima de 1000 hectares cada, e ocupam 44% das terras.

Ela demonstrou em números os conflitos e a violência no campo e ressaltou o peso fundamental que a agricultura familiar camponesa tem na sesta básica dos brasileiros. “Os estabelecimentos familiares são responsáveis por 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 21% do trigo. Respondem ainda por 58% da produção do leite, 59% do plantel de suínos, 50% das aves e 30% dos bovinos”, diz a deputada.

Em Sergipe, entre janeiro de 1980 e setembro de 2010, foram conquistados 201 assentamentos, somando 9.228 famílias, reformando um total de 172.507,3217 Hectares, segundo dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Fonte: Assessoria da deputada

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