Ana Lúcia pede apoio de vereadores de Itaporanga

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Ana Lúcia (Foto: Arquivo Infonet)

A deputada estadual Ana Lúcia (PT) foi até o município de Itaporanga D'ajuda na noite da última quinta-feira, 29, solicitar apoio aos vereadores do município para que eles intervenham nas negociações entre os servidores municipais e a prefeita Maria das Graças Souza Garces.

Ana Lúcia participou da sessão da Câmara dos Vereadores cercada de servidores municipais munidos de cartazes que cobravam a abertura do diálogo com a prefeita do município e a implementação do Plano de Cargos e Salários. O plano, que já foi sancionado como Lei Municipal desde 18 de outubro do ano passado, nunca foi respeitado pela atual gestão.

Diante da visita de Ana Lúcia, os vereadores se comprometeram a realizar uma intervenção direta junto à prefeitura a fim de construir um espaço de diálogo para a categoria. Eles também irão cobrar uma posição da prefeita quanto à implementação do Plano de Cargos e Salários, como regulamentado em lei.

O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Itaporanga D’ajuda (Itasind), Roberto Alves, conhecido localmente como “radiola”, denuncia que desde que assumiu, em janeiro, a prefeita se recusa a receber qualquer sindicato. “Já se passaram oito meses de gestão e ainda não se resolveu a questão”, contesta o líder sindical.

Roberto denuncia que além de não abrir canal de negociação e ignorar o Plano de Cargos e Salários, a prefeita também retirou direitos dos servidores. “Os trabalhadores que tiraram férias a partir do mês de maio não receberam 1/3 do salário do mês correspondente às férias, como determina a legislação”, relata.

Já o diretor de base municipal do SINTESE em Itaporanga e dirigente da CUT no município, Uilson de Meneses Hora, conta que a prefeita vem pagando uma gratificação chamada “desempenho” de maneira irregular. Segundo Uilson, o bônus vem sendo distribuído de forma aleatória, sem que haja qualquer critério que defina quem recebe ou não a gratificação.

Ele conta ainda que Gracinha, como é conhecida a prefeita, derrubou um decreto instituído pelo prefeito anterior que estabelecia a carga horária de 6h corridas para os servidores do município. “A primeira ação tomada pela prefeita Gracinha, no dia 02 de janeiro, foi cortar o direito ao turno corrido. 80% dos servidores elegeram a prefeita com a esperança de mudança e a mudança não chegou”, lamenta o dirigente sindical.

Roberto Alves afirma que a categoria está organizada e tem se fortalecido. "Nós continuamos na rua e não vamos parar até que ela receba o sindicato e cumpra com suas promessas", garantiu.

Fonte: Assessoria Parlamentar

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