Ângela Melo defende políticas para reverter desigualdades de gênero

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Vereadora chamou a atenção para o agravamento das desigualdades de gênero e das vulnerabilidades enfrentadas pelas mulheres durante a pandemia de covid-19. (Foto: Ascom/Vereadora Ângela Melo)

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, celebrado no 8 de março, a vereadora Professora Ângela Melo (PT) chamou a atenção para o agravamento das desigualdades de gênero e das vulnerabilidades enfrentadas pelas mulheres durante a pandemia de covid-19.

Com base em estudos da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a parlamentar petista frisou que as mulheres são as mais afetadas em nível mundial não apenas pelo coronavírus diretamente, mas também em termos sociais e econômicos. “Estamos vivenciando, em escala global, múltiplas violações de direitos e violências contra as mulheres. Muitas, por exemplo, precisaram deixar seus empregos durante a pandemia para cuidar das famílias e tantas outras ficaram mais expostas à violência doméstica, que cresceu bastante em todo o mundo”, afirmou.

Confirmando o alerta feito pela vereadora, a pesquisa “Sem parar: o trabalho e a vida das mulheres na pandemia”, realizada pela Sempre Viva Organização Feminista, revelou que desigualdades no trabalho, renda e proteção social estão sendo aprofundadas no contexto da pandemia. Alguns dados exemplificam:

50% das mulheres passaram a cuidar de alguém na pandemia;

Entre as mulheres responsáveis pelo cuidado de crianças, idosos ou pessoas com deficiência, 72% afirmaram que aumentou a necessidade de monitoramento e companhia;

41% das mulheres que seguiram trabalhando na pandemia e não tiveram redução de salário, afirmaram estar trabalhando mais.

Para 40% das mulheres, a pandemia e o isolamento social colocaram a sustentação da casa em risco.

91% das mulheres acreditam que a violência doméstica aumentou ou se intensificou durante o período de isolamento social. E quase 10% relataram ter sido vítimas de agressão na pandemia.

Mulheres Negras em situação de maior vulnerabilidade

A Professora Ângela Melo ressalta ainda que a análise da situação das mulheres no Brasil não pode prescindir da observação sobre o componente racial, já que “as mulheres negras, das periferias, são ainda mais afetadas, já que são vítimas do coronavírus, do machismo e do racismo, que estruturam todas as relações sociais em nosso país”.

O indicador de que 58% das mulheres que estão desempregadas na pandemia são negras reforça o denunciado por Ângela.

Até mesmo dentre profissionais de saúde que estão na linha de frente contra o coronavírus, a situação é mais grave para as mulheres negras.

De acordo com a pesquisa “A pandemia de covid-19 e (os)as profissionais de saúde pública: uma perspectiva de gênero e raça sobre a linha de frente”, 84% das mulheres negras profissionais de saúde sentiram medo, 28% sentiram desconfiança, 53% tristeza e 59% despreparo, números superiores às mulheres brancas e aos homens brancos e negros.

O levantamento demonstrou ainda que as mulheres negras que atuam na saúde foram as que menos receberam treinamentos e testagens de forma contínua.

Políticas públicas

Toda essa realidade, para a vereadora Professora Ângela Melo, exige “ações efetivas do poder público com uma atenção especial às mulheres e, ainda mais específico, às mulheres negras e de famílias pobres”.

Foi com esse objetivo que Ângela apresentou, nos primeiros dias de seu mandato, uma Indicação à Prefeitura de Aracaju para a criação da Renda Básica Municipal em Aracaju. “Quando olhamos os bairros mais pobres de nossa cidade, vemos que eles são formados em sua maioria por mulheres negras, que estão em grande medida na informalidade ou desempregadas. A Renda Básica é uma iniciativa que pode contemplar parcela expressiva dessas mulheres”, acredita.

Fonte: Assessoria de Comunicação/Vereadora Professora Ângela Melo

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