BR-101: Prefeitos apresentam estudo de impacto

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Anderson Farias e Raimundo Leal mostram impactos com o desvio (Fotos: Portal Infonet)
Continua a polêmica em torno da duplicação da BR-101 nos trechos que compreendem os municípios de Umbaúba e Cristinápolis. É que o Governo do Estado insiste na decisão de fazer um desvio por fora do eixo urbano e os prefeitos, moradores e principalmente os comerciantes garantem que se a rodovia não passar por dentro da cidade, vão amargar sérios prejuízos. Eles continuam cobrando ao Governo do Estado que realize audiências públicas visando prestar todos os esclarecimentos, apresentaram um estudo sobre o impacto econômico e definiram calendário de mobilizações.

O prefeito de Umbaúba, Anderson Farias (PT) e de Cristinápolis, Raimundo da Silva Leal (PCdoB) reuniram a imprensa na manhã desta terça-feira, 29 na sede da Associação dos Municípios da

Coletiva aconteceu na Associação dos Municípios
Barra do Cotinguiba e Vale do Japaratuba, em Aracaju para manifestar a decepção com a falta de diálogo. 

“O que queremos não é a intransigência, é abrir o diálogo e dizer que não precisaríamos ter convocado a imprensa se essa discussão tivesse sido aberta. É preciso estabelecer um grupo de trabalho com o secretário de infraestrutura, Valmor Barbosa, representantes do DER, do DNIT, para que possa ser elaborado um estudo de impacto social e não um modelo tipo bom na Europa como o secretário citou o exemplo de Vitória da Conquista, na Bahia. Por que ele não citou o exemplo de Propriá, aqui pertinho da gente, cujos prejuízos são sentidos até hoje”, desabafa o prefeito Anderson Farias.

Prefeito de Umbaúba
Ao ser indagado se os prefeitos foram procurados pelo titular da Seinfra para discutir o projeto, já que o próprio Valmor disse também em coletiva ter conversado com os gestores, Anderson Farias foi enfático: “Ele está mentindo. Eu procurei Valmor Barbosa insistentemente para discutir o projeto, mas todas as vezes ele afirmou que isso é com o governador”.

“Nós queremos uma ampla discussão com os moradores, principalmente com os comerciantes. Para se ter uma idéia, em Cristinápolis, o comércio é na BR, onde não só fazem compras o povo da cidade, mas quem passa pelo local. O bairro São Francisco é um exemplo. Ali muitas famílias se sustentam com a venda de frutas. E como sobrevirão depois que a estrada

Prefeito de Cristinápolis
passar por fora da cidade? Quem vai sair do perímetro urbano para ir comprar frutas na rodovia?”, indaga o padre Raimundo Leal, prefeito de Cristinápolis.

Indagado pela reportagem do Portal Infonet se não estavam indo de encontro ao progresso, o prefeito de Cristinápolis respondeu: “O progresso só é bom com a felicidade. Não adianta nada se a população não vai progredir, não vai crescer junto”.

Estudo

Estudo feito por técnico do Crea
Anderson Farias apresentou um estudo realizado pelo técnico do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), José Alberto Sousa Santana sobre a área a ser indenizada fora do perímetro urbano. “Até agora eles não apresentaram nada e nós estamos aqui mostrando um estudo dando conta de que para a rodovia passar por dentro da cidade, seriam gastos pouco mais de R$ 2 milhões e por fora, o Governo vai gastar em média R$ 15 mil com a construção de três viadutos.

Ele disse ainda que os moradores das duas cidades continuarão mobilizados e que a população de Estância também vai começar a se mobilizar. “Nesta quarta-feira, 30, nós estaremos reunidos no clube de Cristinápolis a partir das 19h e na quinta-feira, 31, a reunião será na Praça de Eventos de Umbaúba. Os moradores de Estância também

Comunicado do dono do posto
começam a se mobilizar porque o secretário Valmor tinha dito que a rodovia seria por dentro da cidade e agora anunciou que será por fora”,diz Anderson Farias lamentando que um proprietário de posto de combustível já tenha comunicado a paralisação das obras de construção do empreendimento até que o impasse.

 


 

Por Aldaci de Souza

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