Câmara discute a profissão de Assistentes Sociais

Sessão Especial aconteceu na manhã desta segunda-feira, 12 (Fotos: Heribaldo Martins)

A Câmara Municipal de Aracaju (CMA) promoveu na manhã desta segunda-feira, 12/5, Sessão Especial em comemoração ao Dia do Assistente Social, comemorado em 15 de maio. Na ocasião, os prestadores de serviços sociais destacaram a importância da profissão, os desafios da categoria e a participação dos assistentes na transformação social.

A iniciativa partiu do vereador Valdir Santos (PTdoB) e contou com a participação da assistente social do Legislativo Municipal, Maria Genilse Santos, da presidente do Sindicato dos Assistentes Sociais de Sergipe (Sindasse), Rosely Anacleto, da professora do curso de Serviço Social, Miraci Correia e da aluna, Jussimare Esteves. Os vereadores Iran Barbosa (PT) e Lucas Aribé (PSB) também prestigiaram a sessão.

“Não poderia deixar de prestar essa homenagem a categoria. O assistente é um profissional muito sensível e está presente nas mais diversas zonas em que o poder público não chega. Eles observam, analisam e conseguem detectar os pontos que comprometem a garantia de direitos e eficácia de serviços públicos ou sociais. Pelo desempenho, coragem e sensibilidade é que os parabenizo”, disse Valdir Santos.

E contou com profissionais da área

Na percepção da professora Miracir Corrêa, a sociedade ainda não reconhece a importância da categoria. Ela atribui essa desvalorização, a prática assistencialista e troca de favores. “Somos pautados por políticas públicas, pelo Direito e pela Rede de Assistência Social. É um trabalho complexo. Identificamos as vulnerabilidades, as zonas mais afetadas pela desigualdade social e promovemos a integração entre o setor público e a sociedade. Além de encaminhar e orientar o cidadão para garantir seus direitos e condições dignas de vida”, reforçou.De acordo com Maria Genilse, falta esclarecimento sobre a função e importância do Serviço Social.

“Ainda existem pessoas que confundem e acham que praticamos o assistencialismo. Nosso papel vai além. O assistente tenta compreender a realidade dos indivíduos, propõe projetos para transformar a realidade social e tenta combater, bem como, amenizar as desigualdades”, destacou.

Na oportunidade, a estudante Jucimare Esteves revelou o que a motivou optar pelo curso de Serviço Social. “Durante seis anos fui conselheira tutelar e presenciei diversas situações e condições de risco social. Isso me deixou indignada, pois, percebi o quanto existem pessoas sem esclarecimento sobre seus direitos e são enganadas com o assistencialismo e troca de favores. Então, decidi tornar-me estudar para dar uma contribuição maior, orientar e abrir os olhos da sociedade sobre seus direitos e deveres enquanto cidadãos”, declarou.

Já a presidente do Sindicato dos Assistentes Sociais de Sergipe (Sindasse), Rosely Anacleto, chamou atenção para a greve e a pauta de reivindicação da categoria. “A paralisação já dura 75 dias e participamos de diversas mesas de negociação. Levantamos duas bandeiras de reivindicação, ambas encontram precedentes dentro da Prefeitura. A primeira é a incorporação da integralidade nas gratificações. A outra é o cumprimento da Lei das 30h, que apregoa sobre a jornada de trabalho. Só a luta liberta e nos continuaremos ativos”, endossou.

Fonte: Assessoria Parlamentar

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