CMA: Vinícius Porto é o candidato de João Alves

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Vinícius Porto e Agnaldo Feitosa: aliança firmada (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet)

O prefeito eleito João Alves Filho (DEM) já definiu posição em defesa da candidatura do vereador Vinícius Porto (DEM) para presidir a Câmara Municipal de Aracaju. Ao contrário dos anos anteriores, as candidaturas à presidência do Poder Legislativo Municipal começaram a aparecer previamente. Nos anos passados, os entendimentos eram amarrados sempre no dia primeiro de janeiro, no momento da posse.

Apesar da Constituição Federal primar pela independência e harmonia entre os poderes, sempre o Executivo exerce interferência na escolha da presidência do Legislativo, seja no âmbito federal, estadual e, não poderia ser diferente, no municipal. No entanto, entre os vereadores de Aracaju, o processo não está finalizado, apesar do prefeito eleito já ter batido o martelo.

Além de Vinícius Porto, outros dois vereadores declaram-se à frente da disputa pela presidência: Emmanuel Nascimento (PT), pela reeleição, e Jony Marcos (PRB). “Está se afunilando e percebemos que no momento Emmanuel, Vinicius e Jony são os mais fortes, mas tudo pode mudar”, considera o vereador eleito Renilson Félix (DEM).

“O DEM nos escolheu, posso dizer que agora foi aberto o processo, mas é uma estrada longa a ser percorrida, estamos conversando com todos os vereadores”, comenta Vinícius Porto, ao confirmar a preferência do prefeito eleito João Alves Filho.

Emmanuel Nascimento: candidato natural

Emmanuel Nascimento se considera candidato natural, mas admite a possibilidade de um recuo. O Partido dos Trabalhadores, que é o partido do então presidente da Câmara, ainda não bateu o martelo. Nesta quinta-feira, 28, a executiva municipal se reunirá com os três vereadores eleitos pela sigla para avaliar os encaminhamentos e pode anunciar posição quanto à candidatura de Emmanuel Nascimento. “Sou candidato natural porque sou presidente e tenho direito à reeleição, mas o importante é viabilizar a candidatura, o que é um processo muito difícil”, observa o parlamentar.

O pastor Jony Marcos já ganhou apoio declarado de alguns vereadores reeleitos, a exemplo de Jailton Santana (PSC), que reclinou da candidatura à presidência.

Vinícius Porto também está se articulando bem e já ganhou simpatia de vereadores novos. “Todas as sextas-feiras nos reunimos e ouvimos muito parlamentares experientes como o deputado Laércio Oliveira e o ex-vereador Daniel Fortes e já chegamos ao consenso que o DEM comandará o processo, vamos conversar com o vereador Vinícius Porto para afinar o debate”, considerou o vereador Agnaldo Feitosa (PR). Este partido elegeu três vereadores em outubro.

Lucas Aribé: sem candidatos

Para o vereador eleito Iran Barbosa (PT), que presidirá a primeira sessão da Câmara Municipal no próximo dia primeiro na qual será definida a mesa diretora do Legislativo, acha que o debate não deve se limitar a nomes, mas também conduzir o processo de forma que as propostas de cada candidato sejam levadas ao conhecimento de todos os vereadores.

Para o petista, é necessário que todos os parlamentares conheçam as propostas dos candidatos relacionadas a temáticas polêmicas, a exemplo do Plano Diretor, participação popular, política administrativa, que também envolve questões relacionadas aos interesses dos servidores.

O vereador Lucas Aribé, eleito pelo PSB, revela que ainda não se definiu. Ele diz que vem conversando constantemente com o senador Antonio Carlos Valadares e com o deputado federal Valadares Filho, os líderes do partido, mas não se chegou a um consenso. “É um processo cauteloso, mas estou surpreso porque se teve iniciativa mais cedo, observo que há disputa internamente desde o momento da diplomação”, observou o vereador. “Todos são nomes que merecem atenção especial, mas o ideal é tentar o diálogo para formar uma chapa única”, enaltece o parlamentar.

Apesar do divisionismo, os candidatos não descartam a possibilidade de ocorrer um consenso em torno de uma chapa única, de forma a contemplar os interesses das diferentes siglas partidárias.

Por Cássia Santana

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