Confederação Nacional dos Municípios defende adiamento das eleições

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O Presidente da Confederação Nacional do Municípios, Glaudemir Aroudi, defendeu que as eleições municipais sejam adiadas por conta do risco de proliferação da Covid-19, durante reunião do movimento municipalista por meio de videoconferência. Razões de saúde pública e os reflexos econômicos do atual cenário são alguns dos pontos levantados pelo movimento municipalista para justificar o adiamento.

Na questão sanitária, Aroldi lembrou que o processo eleitoral envolve direta e indiretamente milhões de pessoas de todas as regiões do país e a manutenção do calendário do pleito pode representar um risco enorme de aumentar a disseminação do novo coronavírus por conta das aglomerações.

“Teríamos milhões de eleitores, mesários e milhares de candidatos. É um risco enorme ter tanta gente trabalhando e atuando na eleição. Sem contar que nem todas essas pessoas terão acesso aos equipamentos de proteção individual. Isso nos preocupa muito. Muitos especialistas em saúde estão falando em uma segunda onda do coronavírus, que seria mais grave do que a primeira. E o Brasil não chegou ainda à primeira onda. Uma eleição até o final do ano, provavelmente, ajudaria a ser responsável por essa segunda onda”, disse o líder municipalista.

Aroldi também lembrou que o fator econômico, agravado ainda mais com a pandemia, inviabiliza o pleito deste ano. “O Brasil numa situação normal não tem condições de bancar o custo alto da eleição em uma situação normal. Imagine em uma situação de pandemia como a que estamos vivendo neste momento”, reforçou.

Eleições virtuais
Cogitada nos últimos dias, a realização do processo de escolha de prefeitos e de vereadores por meio virtual foi rechaçada pelo presidente da CNM. Ele explicou que não existe estrutura em todas as cidades do país para realizar o pleito por meio dessa modalidade, o que comprometeria a democracia.“Nós não podemos concordar com quem defende eleições virtuais no Brasil. O país tem mais de mil Municípios que não têm sinal de internet e tantos outros sem esse serviço adequado ou muito ruim. Isso acontece em todas as regiões. Propor uma eleição virtual é estar desconectado com a realidade. O pleito estaria comprometido”, considerou.

Fonte: CNM

 

 

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