Crise na saúde municipal é debatida na Câmara

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Sindicalistas na porta da Câmara de Vereadores (Portal Infonet)
Três sindicatos estiveram representando os servidores municipais da saúde na manhã desta segunda-feira, 29, na Câmara de Vereadores de Aracaju: Sindicato dos Servidores municipais da Saúde (Sintasa), Sindicato dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem do Estado de Sergipe (Stase) e Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Aracaju (Sepuma).

A situação da saúde foi relatada na Tribuna Livre pela auxiliar de Saúde Bucal, Karla Martorelli, da Rede de Urgência. Ela denunciou, entre outros problemas, a questão do assédio moral. “Está existindo na saúde do município uma tentativa dos gestores públicos de intimidar os servidores para que não

Karla Martorelli: “assédio moral”
transpareçam à sociedade a crise pela qual está passando a saúde”, acusa.

“Além do assédio moral, a falta de condições de trabalho e de medicamentos e a escala incompleta de médicos, são os principais problemas da saúde. Aqui podemos citar apenas alguns por conta do tempo curto, mas estamos reivindicando que seja realizada uma sessão especial para debater o tema. O vereador Jailton Santana, deve apresentar requerimento nos próximos dias solicitando”, ressalta Karla Martorelli, que esteve no Parlamento representado o Sepuma.

Augusto Couto, presidente do Sintasa
Audiências

O presidente do Sintasa, Augusto Couto, informou que a categoria estava pedindo apoio dos vereadores no sentido de reverter a crise pela qual passa a saúde municipal. “Nós tivemos uma audiência com o secretário da Saúde, Silvio Santos, mas como o ato já estava programado, resolvemos vir. No encontro com o secretário nós debatemos a questão de segurança, a questão da insalubridade e da falta de medicamentos. A questão salarial será discutida na mesa de negociações”, conta.

Gilenilson e Valmir Santos, representantes do Stase
Ele disse ainda que está agendada para a próxima quinta-feira, 2, a partir das 9h, uma nova audiência com o secretário Silvio Santos. “Alguns pontos a exemplo da falta de medicamentos nas unidades de saúde, ele já se prontificou a fazer o reabastecimento e no próximo encontro deveremos solucionar outras questões”, enfatiza Augusto Couto.

Caos

O presidente do Stase, Gilenilson Santos, informou que os servidores estão preocupados com a situação na saúde do município. “Nós estamos aqui buscando apoio dos vereadores, representantes do povo, para que se possa resolver o caos na saúde pública em Aracaju. Nós já apresentamos várias sugestões, a exemplo de mais transparência nos gastos públicos”, entende.

Cargos

O sindicalista disse ainda que a categoria luta pelo fim dos cargos em comissão. “Nós não concordamos com cargos comissionados para pessoas que não foram concursadas. Defendemos a revitalização da rede municipal e abertura de concurso ou que os gestores convoquem os excedentes do último concurso para que não haja mais ônus”, acredita Gilenilson Santos.

Por Aldaci de Souza

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