Delegada diz que boatos desviam foco da investigação

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Mundinho foi submetido a exames de corpo e delito na tarde desta sexta-feira, 31 (Foto: Marcos Couto/Imprensa1)

Diante dos boatos de que o ex-deputado estadual Raimundo Vieira, conhecido como Mundinho da Comase, teria sido agredido dentro da Delegacia da Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), o detento precisou realizar um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) na tarde desta sexta-feira, 31. A delegada da Deotap, Danielle Garcia, confirmou a integridade física do ex-deputado e enfatizou que os  boatos são mentirosos e caluniosos e têm o intuito de desviar o foco da investigação. “Nem ele nem ninguém foi agredido. O exame de corpo de delito vai comprovar isso”, enfatizou.

Além do ex-deputado, o professor Augifranco Patrick Vasconcelos, e o irmão Ygor Henrique Vasconcelos, ambos presos na última quarta-feira, 29, também realizaram o exame de corpo de delito.

O assessor de comunicação da Secretaria de Segurança Pública, Renato Nogueira afirmou que o pedido do exame foi feito pela delegada Danielle Garcia para comprovações de que não houve agressão. Após submeterem aos exames, os custodiados foram levados a delegacia plantonista para continuar encarcerados. O resultado dos exames sairão na próxima segunda-feira, 3.

A delegada da Deotap, Danielle Garcia. Quando indagada se teria ocorrido mesmo a agressão ao ex-deputado, a delegada afirmou enfática: “Nem ele nem ninguém. O exame de corpo de delito vai comprovar isso”, pontuou. A delegada acredita que não existe mal entendido e os boatos são mentirosos e caluniosos, com intuito de desviar o foco da investigação.

Pela manhã, o ex-parlamentar já havia conseguido permissão para sair da cela sob custódia e realizar exames em um hospital da rede privada. De acordo com o assessor de comunicação da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Mundinho sentiu dores na região da nuca durante a noite da quinta-feira, e em decorrência de problemas de saúde que já teve, ele foi autorizado a submissão desses exames. 

O Portal Infonet tentou entrar em contato com o advogado de Mundinho, Emanuel Cacho, mas não obteve êxito. A equipe de jornalismo encontra-se a disposição de algum pronunciamento através do telefone 2106-8000 ou email jornalismo@infonet.com.br.

Relembre

O ex-deputado Mundinho  foi preso dentro da sua própria residência na última quarta-feira, 29, por agentes da polícia civil em cumprimento a mandado judicial expedido pela Comarca de Lagarto. Mundinho é acusado por envolvimento com crimes de lavagem de dinheiro, peculato e associação criminosa em decorrência de mau uso das verbas de subvenções destinadas pela Assembleia Legislativa. Ele assinou termo de delação premiada, homologado no Ministério Público Estadual na quinta-feira, 30.

Foram presos também o professor Augifranco Patrick Vasconcelos, que teria movimentado cerca de R$ 3 milhões em conta bancária pessoal, e o irmão deste, Ygor Henrique Vasconcelos, que seria responsável por simular contratos com o objetivo de desviar as verbas de subvenções destinadas pela Assembleia Legislativa à Associação Ala Jovem de Lagarto e de outras cinco entidades que também teriam sido beneficiadas pelos recursos do Poder Legislativo Estadual.

Por Ícaro Novaes e Raquel Almeida

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