Deputados aprovam os contratos temporários

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O clima esquentou no plenário antes da votação
Não adiantou a chiadeira dos parlamentares da Oposição: o projeto de lei do Poder Executivo, dispondo sobre a contratação temporária de servidores para casos de excepcional interesse público, foi aprovado pela Assembléia Legislativa, em sucessivas sessões extraordinárias que alcançou o início desta tarde.

Toda a bancada oposicionista votou contra o projeto, mas a base aliada do governo esteve presente em quase sua totalidade, oferecendo o quorum necessário para aprovação. Pouco antes da votação o clima esteve quente na Assembléia. Tudo começou com a distribuição de um panfleto sem assinatura, no plenário da Assembléia, que o presidente da Casa mandou recolher.

Nas galerias, estudantes de um estabelecimento público levantou cartolinas com dizeres que mal puderam ser lidos porque a segurança da Casa arrancou das mãos dos estudantes. A Oposição protestou e o presidente da sessão, deputado Ulices Andrade, pediu à segurança da casa, que fizesse separação dos cartazes que não eram ofensivos e devolvesse os demais. Os estudantes irromperem em gritos e aplausos quando o deputado Augusto Bezerra os saudou mas o presidente os repreendeu e ameaçou-os de retirá-los do plenário. A partir daí eles se mantiverem quietos sem manifestação.

No encaminhamento à votação, os deputados Venâncio Fonseca e Augusto Bezerra manifestaram-se contra o projeto, taxando-o de indecente e imoral. A discussão entre Augusto Bezerra e Francisco Gualberto chegou ao campo da baixaria. Bezerra chegou mesmo a chamar Gualberto de líder cangaceiro, por sua defesa intransigente do governo. “É um líder complexado e invejoso. É preciso ter nível para estar nesta casa e não é o que acontece com o líder do governo”.

“Este projeto é indecente e imoral”, vociferou o deputado Venâncio Fonseca, líder da Oposição. Mesmo assim, a bancada do governo não se demoveu e votou em peso a favor do projeto que foi aprovado por maioria da Assembléia Legislativa.

Por Ivan Valença

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