Deputados quebram monopólio para exploração do gás canalizado

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Sessão remota foi transmitida ao vivo na página institucional da Assembleia Legislativa no Facebook (Foto: Diretoria de Comunicação Social da Alese)

Os deputados estaduais concluíram a votação e aprovaram definitivamente nesta quarta-feira, 15, a proposta do próprio governo do estado para quebrar o controle exclusivo do estado sobre a exploração e distribuição do gás canalizado, atualmente concentradas na empresa pública Sergas. O projeto foi aprovado por maioria, com voto contrário apenas do deputado estadual Iran Barbosa (PT), e quatro parlamentares não participaram da votação.

Diante do isolamento social provocado pela pandemia do coronavírus, que já matou quatro pessoas em Sergipe e milhares de pacientes no mundo, a sessão ocorreu de forma remota, transmitida ao vivo pela página institucional da Assembleia Legislativa no Facebook.

O deputado Iran Barbosa explicou o voto contrário destacando a importância estratégica do monopólio estadual desses serviços para a economia sergipana. Conforme já havia se manifestado no primeiro momento, quando o projeto foi aprovado em primeira votação, o deputado petista ratificou posicionamento entendendo que o gás é um importante instrumento propulsou do desenvolvimento econômico-social de Sergipe e que deveria permanecer sob o controle estatal.

Ao contrário do deputado Iran Barbosa, do partido de sustentação do governo, o grupo oposicionista declarou apoio integral ao projeto pela quebra do monopólio estadual do gás canalizado. O deputado Georgeo Passos (Cidadania), que integra a bancada de oposição, explicou que o grupo votou favorável ao projeto do governo por entender como necessária a quebra do monopólio para que empresas privadas possam competir e proporcionar queda no preço do gás. “Sem contar que a Sergas não é 100% do governo do estado”, observou. “Todo mundo sabe que a Sergas, desde a sua constituição, tem três donos, nunca foi uma empresa 100% do governo de Sergipe e isso tem que se deixar claro”, explicou o parlamentar.

 

por Cassia Santana

 

 

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