Dia da Mulher: sergipanas realizam protestos pelas ruas da capital

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Mulheres e homens, reunidos por movimentos e centrais sindicais, protestaram pelas ruas de Aracaju, nesta sexta-feira, 8 de março. Na data em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres, os manifestantes trataram sobre feminicídio e aposentadoria.

Pureza

Para a presidente da União Brasileira de Mulheres Sergipe (UBM) em Sergipe, Maria da Pureza Sobrinho, o dia deve ser de reflexão e luta. “Nossa luta é pela busca de direitos e pela vida das mulheres, principalmente nessa atual conjuntura em que estamos sendo atacadas. A gente acorda e já se depara com as estatísticas do número crescente de feminicídio.”, disse. De acordo com a UBM, nos primeiros 20 dias deste ano 107 mulheres foram assassinadas no Brasil.

“Além disso, temos as perdas de direitos, marcados pela tentativa de reforma da Previdência”, completou Maria da Pureza. A proposta do governo prevê idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres ao final de um período de transição de 12 anos.

Previdência

Os protestos tiveram início no bairro Japãozinho, na zona norte da capital, se concentraram em frente a uma empresa de telemarketing no bairro Industrial e seguiram pelas ruas do centro comercial de Aracaju, finalizando em frente ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo os grupos, as mulheres sergipanas também entregarão uma carta de reivindicações ao Governo do Estado, Prefeitura de Aracaju,Tribunal de Justiça, Ministério Público Estadual e deputados. Entre as reivindicações estarão a garantia do funcionamento 24h da Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis e implantação em todas cidades polos dos territórios Sergipanos; garantia de Programa de Geração de Emprego e Renda exclusivo para as mulheres desempregadas sergipanas, com igualdade de remuneração em relação aos homens; criação de campanhas permanentes e de um programa educativo para combate e prevenção de práticas de machismo nas escolas e unidades de saúde; e efetivação do programa de atendimento especializado, no SUS, para as mulheres, a população negra, LGBT e indígenas.

por Jéssica França

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