Dom Lessa destaca Campanha da Fraternidade na Alese

Dom Lessa fala na tribuna da Assembleia Legislativa (Foto: Maria Odília)

O Arcebispo de Aracaju, Dom José Palmeira Lessa foi na manhã desta quinta-feira, 9, a Assembleia Legislativa de Sergipe, através do requerimento da deputada estadual Ana Lúcia(PT), para explanar sobre a Campanha da Fraternidade 2013, que este ano traz o tema “Fraternidade e Juventude”.

Diversos integrantes da diocese, grupos de jovens cristãos e entusiastas da temática, estiveram presentes nas galerias para prestigiar a palestra de Dom Lessa, da assessora de comunicação da Diocese Laila Camila e pelo padre Rogério de Jesus, coordenador da Pastoral da Diocese de Aracaju.

A CF 2013 traz importantes questões da realidade da juventude brasileira para ser refletidas e discutidas. Segundo o Arcebispo, o período de mudanças no mundo promove uma série de desafios e impactos culturais. “Nesse contexto de mudança, com toda essa cultura da tecnologia, se o jovem não tiver valores bem definidos ele pode ser engolido por essa cultura”, pontuou.

Dom Lessa colocou para os presentes que a proposta de debater juventude é fundamental nesse tempo de mudança, onde a igreja deseja reapresentar a eles o evangelho no sentido de missão.

A evangelização também será um dos desafios a ser discutido na Campanha da Fraternidade, através da valorização da participação dos jovens nos conselhos, reuniões de grupos, assembleias e equipes é possível fortalecer o envolvimento.
“A igreja com essa campanha chama atenção para os desafios dos jovens na edificação do projeto de Deus”, ressaltou o bispo.

Entre as propostas da campanha também está o desafio de atender a juventude com sua riqueza de diversidade, incentivar suas potencialidades, entender e auxiliar neste contexto de profundo impacto cultural. O objetivo é superar as desigualdades sociais que afligem a nossa sociedade.

A Campanha pretende propiciar caminhos para o desenvolvimento do protagonismo dos jovens, para que  dessa forma se tornem agentes transformadores, construindo uma identidade fundamentada na cultura da justiça e da paz.
As políticas públicas também são uma das bandeiras levantadas pela comunidade cristã, são reivindicadas para que os jovens possam organizar as próprias vidas, através de uma construção sólida do projeto pessoal, bem como o desenvolvimento de um potencial comunicativo para ajudar e contribuir com a sociedade.

O Padre Rogério Jesus informou que a escolha do tema da Campanha da Fraternidade deste ano se deu em virtude da Jornada Mundial da Juventude. “Quanto mais jovens buscarem Deus e a igreja, menos jovens estarão envolvidos com as drogas, a violência e a prostituição”, asseverou.

Refletiu sobre a importância que as redes sociais e a inserção aos meios virtuais exercem no mundo, e que o segmento que mais domina esse meio é a juventude. No entanto, ainda há obstáculos para a democratização dos meios virtuais, visto que a maioria ainda não tem acesso, reflexo da profunda desigualdade econômica da população. “É preciso um olhar atento em relação à exclusão digital. Milhões de jovens ainda não tiveram contato com a Internet. Não se pode falar de mudança de paradigma quando a maior parte da população ainda não tem acesso a esse meio”, advertiu.
O eclesiástico apontou que é preciso inserir a questão étnica no debate da desigualdade social, revelou que dentre os jovens que vivem na favela, 66% são negros.

“Os jovens negros são os que mais aparecem entre os que não estudam, as desigualdades continuam, esses não tem acesso à educação superior”, reforçou.

Caminhos

A deputada e professora Ana Lúcia levantou alguns possíveis caminhos para a realidade, além disso, trouxe dados relevantes da OIT sobre os jovens no mercado de trabalho.

Apesar de atualmente o Brasil está com 5,7% de jovens desempregados, uma das menores taxas mundiais, ainda prevalece a maior taxa de desemprego é entre os jovens, sendo 2 ou 3 vezes maior do que em relação aos adultos.
“Muitos destes jovens estão trabalhando em péssimas condições e ganhando menos que o salário mínimo”, avaliou.

Para a professora é na educação que dá para trabalhar a reflexão com as crianças e os jovens para uma transformação social, o modelo de escola atual não consegue garantir plenamente esse espaço para o jovem. “Como educadora eu acredito que nós precisamos mudar o modelo de escola que nós temos, seja ela pública ou privada. Precisamos nas escolas de um processo de reflexão e de crítica da nossa realidade sobre os dados que estão sendo colocados pela realidade e pela televisão”, fortaleceu.

Fonte: Assessoria Parlamentar

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