Eduardo Cunha diz não será subordinado ao Governo

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Eduardo Cunha: "Não seremos subordinados ao Governo" (Fotos: Portal Infonet)

“Se acham que seremos subordinados ao Governo vão se decepcionar. Os ganhos institucionais que o PMDB teve não foram quando o PT estava na Presidência da Casa”. Foi o que afirmou o deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), ao visitar o Estado de Sergipe na manhã desta quarta-feira, 14 com a finalidade de pedir votos à bancada. Na ocasião, o candidato desmentiu denúncia de recebimeno de propina do doleito Alberto Youssef.

Durante encontro em um hotel da Orla de Atalaia, o parlamentar lembrou ao lado do presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, dos deputados André Moura (PSC), Fábio Reis (PMDB), Pastor Jony Marcos (PRB), Adelson Barreto (PTB) e Valadares Filho (PSB), estar no quarto mandato.

“Estou no meu quarto mandato como deputado federal, sou o líder do PMDB há dois anos, participei das mais importantes discussões da Casa, de bons projetos e agora estou buscando construir uma candidatura”, ressalta.

Candidato pediu votos aos deputados sergipanos

Eduardo Cunha afirmou que na próxima sexta-feira, 16 estará completando a visita aos 27 estados. “Estamos conversando com companheiros de bancada e visitando governadores e prefeitos para conhecer, ouvir, receber as preocupações, as demandas e aquilo que o parlamento poderá contribuir a partir de 1º de fevereiro sobre a nossa gestão na presidência, para que a gente possa melhorar as dificuldades, não deixar as desigualdades ser aprofundadas, fazer um bom debate na política”, destaca.

“Nós estamos vivendo momentos muito diferentes. Participei das duas eleições do presidente Lula e das duas da presidente Dilma e em todas, o processo terminou com uma hegemonia eleitoral. Se eu não tivesse o apoio da minha casa não poderia pedir na casa dos outros. A minha Casa  permitiu que saíssemos deputados e ai nós fomos conversar com os partidos do chamado Blocão [PMDB, PSC, Solidariedade, PR e PTB]. Muita gente diz que nós fizemos um blocão para emparedar o Governo, não. Fizemos para combater a hegemonia do PT”, garante.                                      

Apoios

Cunha ao lado de deputados federais e estaduais de Sergipe

O candidato à presidência da Câmara Federal disse ainda ter ido buscar nesses partidos um posicionamento. “Estamos em avançadas conversas com os demais partidos. Já tivemos o apoio formal do Democratas e do PRB. Esse processo vai amadurecer. Fomos conversar com várias frentes temáticas, como a bancada ruralista, evangélica e começamos as campanhas nos estados onde estamos visitando os parlamentares, mas conversando com a sociedade e conhecendo o Brasil diferente que nós temos, os aparthaids que existem no nosso país, para que a gente tenha a exata noção daquilo que a gente possa fazer pra ajudar e exercer a presidência em conjunto”, informa.

Declararam apoio os deputados sergipanos André Moura (PSC), Adelson Barreto (PTB), Sérgio Reis (PMDB) e pastor Jony Marcos (PRB). Valadares Filho (PSC) compareceu mas informou já ter compromisso partidário. “Já tenho compromisso por meio da candidatura própria do deputado Júlio Delgado, mas desejo boa sorte”, adianta.

Acusações

O ex-deputado Rogério Carvalho também participou da reunião (Foto: César de Oliveira)

Durante entrevista coletiva à imprensa sergipana, Eduardo Cunha foi questionado sobre denúncia de que teria recebido propina do doleiro Alberto Youssef no esquema investigado pela Operação Lava Jato.“Foi uma ‘alopragem’ para desconstruir a minha candidatura a presidente da Câmara Federal”, afirma acreditando que a denúncia teria partido do seu adversário, o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), que também pediu votos em Aracaju na manhã desta quarta-feira.

Eduardo Cunha garantiu não conhecer o doleiro Alberto Youssef. “Não o conheço e ele não me conhece.  Essa denúncia já era esperada, foi uma tática dos adversários para tentar desconstruir os que ousam enfrentá-los. Foi um tiro n’agua”, entende.

Por Aldaci de Souza

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