Edvaldo Nogueira avalia derrota governista em Aracaju

Edvaldo: escolhemos tardiamente o candidato (Foto: Portal Infonet)

O prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) não vê no resultado das urnas o reflexo da administração municipal. Na ótica do prefeito, a morosidade do bloco governista em definir o candidato seria um dos principais fatores que contribuíram para a vitória do prefeito eleito João Alves Filho (DEM) e a consequente derrota do deputado federal Valadares Filho (PSB) nas urnas.

O prefeito prefere não fazer uma avaliação aprofundada sobre o recado que o eleitorado aracajuano encaminhou aos governistas por meio das urnas, mas não associa o fracasso de Valadares Filho ao desempenho de sua administração. “A grande questão que não nos levou à vitória é que escolhemos tardiamente nosso candidato. Se tivéssemos escolhido em março ou abril, talvez o a eleição tivesse sido diferente”, considerou.

Para o prefeito, a derrota do grupo aliado é fruto do embate e da divergência interna detectada na coligação durante o processo para escolher o candidato que enfrentaria João Alves. “Mas este é um ponto. Obviamente que há outros pontos e outras ideais”, observa. Ele admite, mas confessa que ainda não identificou qual o recado que o eleitorado quis transmitir ao bloco governista por meio das urnas.

Edvaldo diverge da análise do senador Antonio Carlos Valadares (PSB), que associa a ascensão de João Alves Filho na capital à falha de comunicação entre a Prefeitura de Aracaju com a população. “Não sei, esta é opinião do senador, que respeito absolutamente, mas não pensei sobre isso. Acho que o julgamento da administração seria, se eu fosse o candidato, mas eu não fui candidato”, observa. “Acho que do ponto de vista da administração, a gestão da prefeitura influenciou muito pouco porque a prefeitura é bem avaliada, a cidade cresceu, se desenvolveu e é reconhecida pela comunidade, mas na hora da política a situação às vezes é diferente”.

O prefeito também não considera que a vitória de João Alves Filho em Aracaju seja consequência de supostos votos de protesto aos governistas. “A gente não pode simplificar, tudo tem vários aspectos. A simplificação é uma saída das pessoas que não querem ver o todo e eu aprendi que eu tenho que ver o todo”, observa.

Para Nogueira, é necessário o grupo ampliar a avaliação, olhando também os fenômenos que ocorreram em outros Estados. “Ocorreram tantos fenômenos no Brasil… Administração bem avaliada que os prefeitos não se reelegeram com o próprio prefeito disputando, administrações mal avaliadas que ganharam. A eleição tem outros significados, há conteúdos às vezes subjetivos que a gente deve olhar e a gente tem que olhar com muito carinho e muita profundidade”.

O prefeito cita exemplos de São Paulo, onde o candidato Celso Russomano liderava as pesquisas, mas acabou destituído do segundo turno que será disputado entre Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB), e também em Recife, capital pernambucana, onde o PT comandava a prefeitura há 12 anos e, nestas eleições, foi vencido pelo PSB. “Então, se você olhar o resultado das eleições em todo o Brasil, vai ter exemplo pra tudo”, comentou.

Por Cássia Santana

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