Eliane Aquino diz em coletiva ter sido triturada

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Eliane Aquino durante a coletiva de imprensa (Fotos: Portal Infonet)

“Fui triturada e para mim companheirismo não é isso. Retirei meu nome da disputa pelos meus filhos, pela minha verdade. Eu sou da paz e a única coisa que eu peço é que me respeitem”, o desabafo foi feito na manhã desta quinta-feira, 6, durante coletiva de imprensa no auditório da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Sergipe (AEASE), pela secretária de Inclusão Social, Eliane Aquino.

Na ocasião, ela distribuiu aos jornalistas e radialistas, cópia de um documento encaminhado pela Secretaria Nacional de Organização do Partido dos Trabalhadores, assinada por André Oliveira, comprovando a sua filiação ao PT no dia 07 de julho de 1999 no Distrito Federal, onde estava apta a votar no Processo de Eleições Diretas (PED) 2001.

“Eu precisava mostrar a população sergipana que não fraudei nada. Eu me filiei ao Partido dos Trabalhadores no dia 07 de julho de 1999 e quero passar para vocês, a comprovação de que o tempo inteiro eu falei a verdade. Sou da paz, não quero esse ódio para a minha vida”, destaca.

Secretária lê documento da Secretaria Nacional do PT comprovando filiação

De acordo com a ex-primeira dama, de uma hora pra outra, virou militante social e não petista. “Meu partido sempre foi o PT. A minha verdade é que sou filiada ao PT. Ninguém vai me tirar isso nunca. Podem dizer o que quiserem. Sempre acreditei na politica como arte da transformação. Sempre acreditei na política para entrar e fazer o bem. Eu vim de uma escola que se chama Marcelo Déda. Ele sabia apaziguar a situação porque o projeto social era muito maior do que os projetos pessoais. Não tenho interesse nenhum em me promover. Passei 13 anos dentro do poder, mas nunca fui uma dondoca. Nunca usei o poder para me promover", enfatiza.

Desrespeito

Demonstrando estar decepcionada com o presidente do PT de Sergipe, o deputado Federal Rogério Carvalho e com a vice-presidente, a deputada estadual Ana Lúcia Menezes, Eliane Aquino disse que a única coisa que pede é que a respeitem.

"Soube que tinha 15 dias para regularizar a situação, pela imprensa", diz

“Desde o começo, eu fui tratada com o maior desrespeito. Sou filiada ao PT. Sempre disse que eu tinha a certeza disso. Todo mundo sabe que não fui eu quem trouxe o debate sobre pré-candidatura ao Senado e meu nome não está mais à disposição do partido. Agora por que tanto medo de que eu esteja dentro do processo?", indaga.

Indagada pelo Portal Infonet se o medo já demonstrado pela direção estadual do PT para que a candidatura de Eliane Aquino ao Senado, fosse adiante, não a fortaleceria para continuar na disputa, ela foi enfática. “Não quero essa disputa interna. Mesmo com a comprovação de minha filiação, não estou recolocando meu nome para a disputa interna pela indicação ao Senado. Não tem sentido porque meu nome está desagregando mais do que unindo. Tive uma conversa com Rogério e com Ana Lúcia e eles disseram que uma candidatura minha não representa o consenso dentro do PT. Agora minha relação com eles é igual a um cristal quebrado. Companheirismo é ter respeito. Não tem como separar política da vida pessoal. Meus valores são os mesmos dentro e fora do partido por isso retirei meu nome da disputa”, diz.

Documento

Militantes do partido e amigos de Eliane participaram da coletiva

No documento, o representante da Sorg Nacional, André Oliveira,  explica que o XII Encontro Nacional do PT, determinou a realização de um recadastramento nacional de filiados.

“Foram considerados automaticamente recadastrados os filiados que participam do Processo de Eleições Diretas e aqueles que já efetuaram o recadastramento através do formulário da Carteira Nacional de Filiação até outubro de 2002. O Diretório Estadual do DF não encaminhou tempestivamente a documentação relativa ao recadastramento, o que impediu que Eliane concluísse a transferência de sua filiação para Aracaju. Considerando que Eliane Aquino Custódio foi prejudicada pelo extravio de documentos no Diretório Estadual do Distrito Federal, a Comissão Executiva Estadual de Sergipe deveria ter procurado regularizar a situação cadastral de Eliane. Ao contrário, a Comissão Executiva de Sergipe decidiu excluir o registro da filiada da justiça eleitoral, quando o bom senso indica que Eliane, ex-primeira dama e secretária de Estado, é comprovadamente militante do Partido dos Trabalhadores, ainda que existiam pendências burocráticas das quais ela se quer é responsável”.

“E eu só soube que tinha 15 dias para provar a minha filiação, pela imprensa. Na verdade, me desqualificaram, coloquei meu nome a disposição do partido, se o partido achava que eu podia contribuir. Eu retirei meu nome da disputa, mas tenho muito o que fazer, vou continuar no Estado, na militância política, trabalhando junto com Jackson Barreto”, finaliza Eliane Aquino.

Por Aldaci de Souza

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