Entidades pedem proteção para trabalhadores na retomada econômica

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O ato aconteceu nesta sexta-feira, 7, na praça General Valadão (Foto: Facebook CUT/SE)

Diante da marca de 100 mil brasileiros mortos pela Covid-19 no Brasil, membros da CUT, CTB, CSP-Conlutas, UGT, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, Fórum Negro, Comitê Sergipano Popular pela Vida e UNE se reuniram na manhã desta sexta-feira, 7, na praça General Valadão, para um ato nacional pelo “Fora Bolsonaro”.

Além da ausência de uma política nacional articulada para a pandemia, eles questionam a ausência de medidas protetivas para os trabalhadores que reassumiram suas atividades com a retomada gradual do comércio.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), Roberto Silva, destaca o modo como a pandemia vem sendo tratada nacionalmente. “Os governadores e prefeitos fazem o que podem sem nenhum tipo de coordenação nacional, o que ajuda a disseminar a doença e faz com que muitos continuem perdendo suas vidas”, afirma.

Diante da abertura local de alguns setores do comércio, Roberto diz que uma das motivações do ato realizado pelas entidades é a falta de medidas de proteção para os trabalhadores efetivos. “A maioria das empresas não traz segurança aos trabalhadores, não realizam a testagem na retomada e muito menos de forma mensal para que o trabalhador que venha a testar positivo possa ser dispensado da maneira correta”, ressalta.

Ainda segundo o presidente da CUT, as entidades que fizeram parte do ato continuarão em contato com a classe trabalhadora, além de pedir medidas de prevenção junto ao Ministério Público de Sergipe (MP/SE). Outra manifestação está marcada para a próxima quinta-feira, 13, em frente a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT). “Cobraremos a fiscalização e o respeito aos trabalhadores que usam o transporte coletivo em Sergipe”, diz Roberto.

por Juliana Melo e Aisla Vasconcelos

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