Estre quer ampliar coleta para reciclar lixo em Rosário

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Estre apresenta projeto a prefeitos (Foto: Cássia Santana/Portal Infonet)

Ampliar a coleta de lixo para viabilizar ações para reciclar os resíduos sólidos colhidos na zona urbana das principais cidades sergipanas, que incluem os municípios da região da Grande Aracaju. Este é o maior objetivo da Estre Ambiental, empresa licenciada no Estado, autorizada para dar destinação final ao lixo produzido nas cidades sergipanas.

A Estre já atua em Sergipe com um aterro sanitário instalado em Rosário do Catete, operando com apenas 10% da sua capacidade, o que seria insuficiente, segundo o diretor de novas tecnologias da empresa, Pedro Stech, para buscar solução para reaproveitar o lixo colhido nos centros urbanos. “Temos que encontrar uma proposta que tenha sustentabilidade para os municípios e a sustentabilidade tem que estar aliada aos enfoques econômico, social e ambiental. Estes três pontos têm que estar harmônicos para o projeto ter viabilidade”, considera o técnico.

Por estas razões, conforme o técnico da empresa, o aterro sanitário de Rosário do Catete ainda não encontrou a viabilidade para a operacionalizar projetos de reutilização do lixo, seja na reciclagem dos resíduos ou mesmo transformando-o em biocombustível.

Pedro Stech: sustentabilidade associada aos aspectos economicos

O aterro sanitário de Rosário do Catete tem capacidade para receber 1 mil toneladas de resíduo compactado diariamente, mas atualmente está limitado a compactar algo em torno de 100 mil toneladas diárias, com a coleta do lixo dos municípios de Rosário do Catete, Carmópolis, Siriri, São Cristovão e Riachuelo. “Nesta dimensão, a reciclagem não tem viabilidade econômica. Precisamos compactar pelo menos 700 toneladas de lixo por dia, até mesmo para aumentar também a vida útil do aterro”, considera Francisco Aragão, do Centro de Gerenciamento de Resíduos da unidade de Rosário do Catete.

Convencimento

Como estratégia para ampliar a coleta, a Estre Ambiental está construindo uma área de transbordo no município de Nossa Senhora do Socorro para coletar o lixo dos municípios da Grande Aracaju, disponibilizando veículos de menor porte para fazer o transporte do lixo até o transbordo e, em veículos maiores, o lixo chegaria ao destino final, no município de Rosário, custos menores, na ótica dos empreendedores.

Laércio Passos: projeto aprovado

O projeto foi apresentado por Stech na manhã desta terça-feira a representantes dos prefeitos eleitos dos municípios da Grande Aracaju. A empresa administra 24 aterros no Brasil, na Colômbia e na Argentina. A ideia, segundo Stech é trazer a experiência para o Estado de Sergipe, com a implantação de processos que também possam reciclar o lixo no Estado. “Estamos aqui explicando o transbordo, que está em fase de construção em Socorro, que facilitar a coleta e reduzir o custo do transporte do lixo”, ressaltou.

A promotora Adriana Ribeiro, da Promotoria Especializada do Meio Ambiente do Ministério Público Estadual, acompanhou as explicações da empresa, entendendo a necessidade de Aracaju encontrar meios para dar destinação, de forma sustentável, ao lixo produzido pela população. “Recebi o convite e estou aqui para me inteirar, pode ser uma alternativa para contribuir para solucionar um problema que há anos se arrasta: a destinação dos resíduos sólidos de Aracaju”, comenta.

A promotora lembra que há em tramitação no Poder Judiciário uma ação civil pública movida pela MPE cobrando ação da Prefeitura de Aracaju quanto à destinação dos resíduos sólidos. “Quero então conhecer de perto a proposta desta empresa, que pode ser a alternativa para Aracaju”, considera.

A maioria dos prefeitos eleitos convidados para participar da reunião encaminhou representantes. Entre os eleitos, participaram apenas os prefeitos de Rosário do Catete, Laércio Passos, que se classifica como anfitrião do projeto, José de Araújo, o Juca, de Laranjeiras, e Rivanda Batalha, do município de São Cristovão. Todos demonstraram interesse em aderir ao projeto da Estre Ambiental, entendendo que seria a alternativa viável para dar sustentabilidade à reciclagem do lixo. "O projeto, em Rosário, mudou a qualidade de vida. Conheci a sede da empresa em São Paulo e vi que eles têm um trabalho educacional importante para reciclar o lixo. Aqui, teremos o mesmo trabalho quando tiver a quantidade suficiente para colocar a unidade para funcionar", observa o prefeito eleito Laércio Passos. "Há a questão dos maquinários que não podem funcionar com quantidade reduzida", explica o prefeito.

Por Cássia Santana

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