Evasão escolar em discussão na Câmara

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Evasão escolar ainda sem solução
A sessão especial realizada na Câmara Municipal de Aracaju na manhã desta segunda-feira, 15, discutiu os problemas que culminam com a evasão escolar, as causas, a desigualdade no acesso ao saber e o que deve ser feito para mudar a situação.  Entre os palestrantes, o promotor de justiça, Luis Fausto Valois, a presidente do Sindicato dos Professores do Município de Aracaju (Sindipema), Maria Elba Silva, o vice-presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, José Humberto Góes Jr.

De acordo com o autor do requerimento que culminou na realização da sessão, vereador Emerson Ferreira (PT), os pronunciamentos serviram para discutir a evasão escolar, a qualidade da escola pública no Brasil e as formas de combater a desigualdade no acesso ao saber.  “É necessário que se tenha uma escola de qualidade e para tanto é preciso encontrar meios de manter o aluno na escola, fazendo valer o que determina a Ficha de Comunicação do Aluno Infrequente  (Ficai)”, ressalta.

Vereador Emerson Ferreira
O promotor Luiz Fausto Dias Valois disse entender que as escolas têm que adotar urgente o Termo de Ajustamento de Conduta que foi firmado, que obriga a chamada diária do aluno, como forma de detectar a sua ausência e, determina que ao completarem-se oito dias de ausência, o fato seja comunicado à direção da escola e esta, ao passarem-se 15 dias, deve entrar em contato com a família para comunicar o que vem ocorrendo.

“Não é necessária uma fiscalização rigorosa, porém não podemos abrir mão de um controle efetivo e sério. Outro motivo que determina a evasão e aumenta o desinteresse do professor é a ausência do diretor na escola, coisa que não se pode admitir e que só causa prejuízos para professores e alunos”, garante.

Condições

Promotor Fausto Valois
O vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, José Humberto Jr. disse que não se pode pensar nesta discussão sem pensar antes o que é oferecido em termos de condição para estas crianças, qual a condição da escola pública e  se a mesma é de qualidade, se realmente pode ser considerada o elemento de inclusão e inserção social. 

“A escola não pode ser apenas um depósito de alunos, para depois se pensar nas sanções administrativas e disciplinares que devem ser adotadas e cobrar que todos cumpram suas obrigações, a exemplo os conselhos tutelares”, ressalta acrescentando que outros fatores contribuem para a evasão escolar, como a entrada das drogas, fato que se observa em todos os segmentos da sociedade.

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