Fantasmas: ex-secretária responsabiliza João Alves

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Marlene Calumby: cumpria ordens (Foto: Portal Infonet)

A professora Marlene Calumby, ex-secretária de Governo da Prefeitura de Aracaju, quebrou o silêncio e, pela primeira vez, falou sobre as acusações do Ministério Público Estadual envolvendo contratação de servidores fantasmas pelo município de Aracaju durante a gestão do ex-prefeito João Alves Filho (DEM). Ela se declara inocente, garante que não cometeu ilegalidades e diz que, em todos os momentos, apenas cumpriu as ordens do prefeito João Alves Filho e do vice José Carlos Machado para assinar as nomeações.

Nesta sexta-feira, 23, a ex-secretária de Governo prestou depoimento no Ministério Público Estadual, atendendo convocação dos promotores de justiça da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, que investiga a contratação de servidores fantasma na Prefeitura de Aracaju durante a gestão do então prefeito João Alves Filho.

“Eu era secretária. Cabia a mim cumprir as atribuições prevista em lei”, resumiu Marlene Calumby ao final dos depoimento. Ela elogiou a cordialidade da promotora de justiça que ouviu o depoimento e garantiu que prestou todos os esclarecimentos solicitados a respeito das nomeações dos servidores que exerceram cargos comissionados na Prefeitura de Aracaju naquele período, deixando claro que não há ilegalidades nas nomeações.

“Não era bedel”

A professora Marlene Calumby compareceu à sede do Ministério Público Estadual acompanhada pelo advogado Aurélio Belém, profissional responsável pela defesa nos processos judiciais que já estão tramitando no Poder Judiciário contra um expressivo número de servidores classificados como fantasma, tendo como réus também o ex-prefeito João Alves Filho (DEM), o ex-vice prefeito José Carlos Machado (PSDB) e a própria Marlene Calumby.

O advogado Aurélio Belém garante que vai comprovar a inocência da professora Marlene Calumby em todas as acusações feitas pelo MPE e revela que a então secretária de governo na PMA não exercia função de bedel para controlar o expediente dos servidores que exerciam cargos comissionados durante a gestão do ex-prefeito João Alves Filho. A fiscalização da frequência, na ótica do advogado, cabia a cada setor específico do órgão onde o servidor estava lotado.

O advogado garante que a professora prestou os esclarecimentos necessários para a investigação. “Todos os questionamentos foram respondidos e esclarecidos”, diz. “À professora Marlene Calumby cabia apenas cumprir as ordens. Ela apenas assinava os decretos de nomeações, que era a sua competência”, complemento.

O advogado garante que vai provar a inocência da acusada. “Vamos demonstrar que a professora não praticou irregularidades, ela apenas cumpria as ordens dos seus chefes: do prefeito e do vice-prefeito”, diz Belém, fazendo questão de frisar que não também não há ilegalidades nas ordens feitas pelos chefes superiores da professora no âmbito da administração da Prefeitura Aracaju. “Os cargos de comissão que existem são de livre nomeação e demissão do chefe do Executivo e não da Secretaria de Governo”, explica. “É com bastante tranquilidade que recebemos estas acusações, estamos à disposição para colaborar com a investigação”, complementa o advogado.

Por Cássia Santana

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