Garis e margaridas cruzam os braços em Santo Amaro

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Categoria está na sede da Secretaria Municipal de Obras (Foto: Divulgação)

Os garis e margaridas do município de Santo Amaro das Brotas cruzaram os braços nesta segunda-feira, 6 por tempo indeterminado. A categoria reivindica 35% de gratificação por insalubridade.

De acordo com Valéria Nascimento Leite, representante dos garis e margaridas, os trabalhadores não estão contando com o apoio do prefeito Luis Herman Mancilla Gallardo, o Chileno (PSL).

“Nós cruzamos os braços em agosto do ano passado e hoje entramos em greve por tempo indeterminado, reivindicando os 35% de insalubridade. Já temos um processo na Justiça em que já houve um aceno para que a Prefeitura conceda 40%, mas está parado. O que mais nos entristece é que no período da campanha eleitoral, o atual gestor nos tratava com atenção e prometia que ia dar 35% da insalubridade e hoje não olha nem pra gente”, lamenta Valéria Nascimento.

Ela informou ainda que são cerca de 12 garis e margaridas na ativa. “Os demais estão em desvio de função. Nós estamos determinados a continuar a greve por tempo indeterminado”, alerta a representante da categoria que está acampada na Secretaria Municipal de Obras.

"Gestão passada"

O prefeito de Santo Amaro das Brotas, Luiz Herman (Chileno) contesta a legalidade da greve e os argumentos proferidos pela representante da categoria, Valéria Nascimento Leite.

“O processo sobre a questão da gratificação por insalubridade está correndo na justiça. É um problema que vem da última gestão. O ex-prefeito julgou que os garis e margaridas de Santo Amaro das Brotas por trabalharem um turno e não terem contato direto com lixo deveriam utilizar apenas material de proteção, mas que seria desnecessária a gratificação por insalubridade. Os lixeiros da cidade recebem os 40% de insalubridade. Sobre os garis e margaridas, eu tenho o dever de aguardar a decisão judicial”, esclarece o prefeito Chileno.

Ainda de acordo com o gestor, garis e margaridas têm todo o respeito de sua administração, mas avalia a greve como manobra política da oposição. “Jamais atrasei salários, nunca deixei de receber a categoria e prestar os esclarecimentos quando fui procurado. Acontece que ninguém veio ao meu gabinete dialogar sobre a questão da insalubridade, o que evidencia nitidamente o caráter unilateral, intransigente e meramente politiqueiro desta paralisação, articulada pela oposição em parceria com a representante da categoria. Todos vêem nas redes sociais os diálogos entre eles. Em Santo Amaro das Brotas, todos sabem que articulações deste tipo têm o único objetivo de desestabilizar a atual gestão. É uma pena que ajam assim, sem pensar nos munícipes e na cidade”, critica.

O prefeito Chileno nega, ainda, a afirmação de desvio de função do funcionalismo. “Não há desvio de função. Essa informação é improcedente. A categoria está à disposição da prefeitura, que pode solicitar que esta exerça suas atividades em qualquer setor de limpeza, mas jamais houve desvio de função”, rebate.

“Peço para que os funcionários que aderiram à paralisação reavaliem seus posicionamentos e retomem as suas atividades e não se deixem manipular. O instrumento de greve deve ser utilizado com responsabilidade não como manobra política. Vivemos em um país democrático, mas não devemos desconstruir o que levamos anos para conquistar, com ações motivadas por revanchismo político, porque quem sai prejudicado é o povo de Santo Amaro das Brotas. Estarei sempre à disposição da categoria para o diálogo, mas não posso acatar medidas arbitrárias como esta”, finaliza Chileno.

Por Aldaci de Souza

*A matéria foi atualizada às 14:18 para acréscimo de nota da assessoria de Comunicação da Prefeitura de Santo Amaro das Brotas.

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