Grito dos Excluídos cobrará liberdade e direitos

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D. Lessa relembra a mobilização da sociedade antes da Copa do Mundo

“Ocupar ruas e praças por liberdade e direitos”. Esse é o tema da 20ª edição do Grito dos Excluídos que acontece no próximo domingo, 7, pela Igreja Católica em todo o país. Na manhã desta sexta-feira, 5, o arcebispo de Aracaju, D. José Palmeira Lessa e representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Movimento pela Moradia (Moradia), Movimento pelos Direitos Humanos (Instituto Braços) e Defensoria Pública, reuniram a imprensa para detalhar o evento.

De acordo com D. Lessa, o Grito dos Excluídos 2014 está ligado à Campanha da Fraternidade, cujo tema é Fraternidade e Tráfico Humano. “O Grito dos Excluídos nasceu em meados da década de 1990 e é a espinha dorsal, é a defesa da vida humana, construindo alternativas que fortaleçam os excluídos a participar de uma sociedade mais digna”, ressalta.

Coletiva aconteceu na Cúria Metropolitana 

O arcebispo relembrou a mobilização da sociedade antes da Copa do Mundo. “A Fifa exigiu um padrão para os estados e se gastou milhões. Não sou contra o futebol, sou torcedor do Flamengo, só que para a Saúde, o Transporte, Moradia e Lazer, não acontece o mesmo cuidado. Começamos a perceber as proféticas manifestações dos jovens, que exigiram o padrão Fifa para esses temas e este ano o Grito dos Excluídos está voltado para as manifestações de ruas, reivindicando direitos, pois está faltando políticas públicas para a população. Faremos um chamamento em busca da inclusão”, destaca D. Lessa.

Liberdade de Expressão

Na coletiva, o dirigente da CUT/SE, Roberto Silva enfatizou a importância da luta por mais democracia, mais participação e liberdade de expressão. “Existiu nas manifestações de rua, um movimento no país, visando coibir as manifestações, isso é extremamente sério e o Grito dos Excluídos mostrará que o povo precisa ter mais voz e mais direito de intervir nas decisões políticas”, entende.

E a voluntária no Instituto Braços – Centro em Defesa dos Direitos Humanos de Sergipe, Lídia Anjos, lembrou a posição do Estado de Sergipe no Mapa da Violência. “Hoje Sergipe ocupa o 6º lugar no ranking do Mapa da Violência, ou seja, um dos estados em que mais se mata e dentro desse mapa existe uma cor, uma classe social, quando destaca a morte de negros, jovens e pobres. Ocupar as ruas é significativo”, acredita.

A concentração do Grito dos Excluídos está marcada para às 8h do do próximo domingo, 7, na Praça Fausto Cardoso. Após o desfile cívico, a marcha seguirá pela avenida Barão de Maruim com a finalidade de denunciar o modelo político e econômico, tornar público nas ruas e praças, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome, além de propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla dos cidadãos.

Por Aldaci de Souza

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