Indústria: Déda confia em aprovação de isenção fiscal

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Déda confia na unanimidade aos incentivos fiscais (Foto: Cássia Santana/Portal Infonet)

O governador Marcelo Déda não acredita que sofrerá mais uma derrota na Assembleia Legislativa. Nesta segunda-feira, 3, os deputados estaduais começam a apreciar projeto de lei de iniciativa do Poder Executivo ampliando de 15 anos para 25 anos o prazo para a concessão de incentivos fiscais às indústrias que atuam no Estado desde o ano de 1995.

Para o governador, o projeto é de extrema importância para o desenvolvimento econômico e geração de emprego no Estado e não acredita que este projeto, específico, crie polêmicas e divisionismo no parlamento, a exemplo dos créditos lançados pelo Governo Federal aos estados brasileiros através do Proinveste.

Quanto ao Proinveste, o governo encontra dificuldades pela clara rejeição da bancada de oposição, que detém a maioria da casa, mas em se tratando dos incentivos fiscais como forma de manter as empresas que já atuam no Estado, o governo não tem dúvida e aposta na aprovação do projeto. “O governo cumpre o seu papel. Se tem setores que estão querendo sabotar Sergipe, eu não sei”, considerou o governador.

Ana Lúcia: "contradição que tenho que conviver"

Para Déda, a votação será unânime pela aprovação da ampliação dos prazos para a isenção fiscal. “Acho que não vai haver um deputado que vote contra até porque a necessidade de trazer investimento é vital. Mandar os investimentos privados irem embora… aí a intenção é acabar Sergipe, e o governo está lutando contra isso”,

Contra

A deputada Ana Lúcia Menezes (PT), que integra a base governista, não é simpática a práticas que estimulam a isenção fiscal. “Neste projeto, eles [toda a bancada de oposição, que é maioria] concordam. Quem não concorda sou eu”, considerou a parlamentar, mas sem considerar que a afirmativa seria uma declaração de voto. “A isenção reforça a grande empresa a não contribuir com a educação e com a saúde, mas se não tiver [o incentivo fiscal] prejudica a economia e o emprego”, justifica. “As empresas são dotadas de alta tecnologia e as plantas das indústrias são móveis e eles retiram do Estado se não houver o incentivo. É uma contradição que eu, como socialista, tenho que conviver”, observou.

Diante das controvérsias, a parlamentar demonstra disposição em votar favorável ao projeto. “Por isso, provavelmente votarei a favor: mais pela classe operária do que pelos trabalhadores da educação”, observou.

Por Cássia Santana

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