Jorge Alberto deixa definitivamente o PMDB

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Jorge Alberto, ao lado da cúpula do PMDB, no dia do fico (Foto: Arquivo Portal Intonet)

O ex-deputado Jorge Alberto sai definitivamente do PMDB. Na segunda-feira, 13, ele pediu desfiliação e não tem pretensões de buscar uma nova sigla partidária, pelo menos neste primeiro momento. “Mas não deixo a vida pública”, avisa. Jorge Alberto se distanciou do PMDB há algum tempo, antes do primeiro turno das eleições que consagram a reeleição do governador Jackson Barreto (PMDB), entregou a presidência da Fundação Ulisses Guimarães e se desligou da direção estadual do partido para se dedicar à campanha do senador Eduardo Amorim (PSC), ao Governo do Estado, o maior adversário do PMDB.

Meio à crise no partido, Jorge Alberto chegou a convocar entrevista coletiva no ano passado para informar que permanecia no partido. Mas, neste ano, ele se afastou das atividades partidárias até chegar à desfiliação. O ex-parlamentar diz que não conseguiu a atenção devida da cúpula peemedebista para debater as suas teses pessoais partidárias, crise que começou a enfrentar, segundo enfatizou, desde que o ex-governador Marcelo Déda (PT) se distanciou da administração estadual para cuidar da saúde. “Depois que Déda perdeu a saúde, as coisas tomaram um outro rumo”, observou o ex-deputado, que também ocupou o primeiro escalão na gestão Déda e início do governo comandado pelo então correligionário Jackson Barreto.

Apesar de reconhecer a falta de atenção da cúpula, Jorge Alberto revela que não sai magoado. “Não tenho mágoas, posso dizer que saio enriquecido, com maior capacidade de avaliar a essência das pessoas”, ressaltou, sem fazer projeções sobre seu futuro político-partidário. Jorge Alberto é médico, exerceu a carreira por cerca de 20 anos, ingressou no PMDB em julho de 1993 e agora deixa o partido, depois de conquistar três mandatos eletivos [dois de deputado federal e um estadual] e promete se dedicar à atividade privada na agropecuária e no mercado imobiliário. “Agora não tenho pressa, não tomarei tão cedo uma posição por filiação partidária, vou avaliar com calma e prudência. Vou fazer política de outra forma, com um outro conjunto”, considerou.

Rumo errado

O presidente da Executiva Estadual do PMDB, João Augusto Gama, vê mágoa no comportamento de Jorge Alberto. “Ele diz que não tem mágoa, mas ele sai com muita mágoa: a mágoa da derrota porque tomou uma posição equivocada e saiu só do partido”, observou Gama.

Gama acredita que Jorge Alberto ficou encantado com o “canto da sereia” entoado pelos irmãos Amorim [Eduardo, o senador que disputou o Governo do Estado, e Edvan, o irmão empresário, que se destacou como articulador político nas últimas eleições]. “Ele se encantou com o canto da sereia pensando que seria um grande quadro num improvável governo de Eduardo e deu no que deu. Ele não ouviu ninguém, nem os familiares”, resumiu Gama, ao responder à reação de Jorge Alberto reclamando da falta de espaço no partido.

Por Cássia Santana

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