Julgamento de Carlos Gato marcado para maio

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Carlos Gato (Foto: Jornal Correio de Sergipe)
Há quase 10 anos do assassinato do líder sindical do município de Boquim, Carlos Alberto Oliveira, o caso que repercutiu em vários países, continua sem julgamento. Carlos Gato como era conhecido, foi um crítico ferrenho do trabalho infantil nos laranjais da região Centro-Sul de Sergipe e foi assassinado com dez tiros no dia 22 de setembro de 2001 na cidade de Pedrinhas. A audiência que estava marcada para a última terça-feira, 8, foi remarcada para o dia 6 de maio.

Apontados como mandantes do crime, os ex-prefeitos dos municípios de Tomar do Geru, Gildeon Ferreira da Silva e de Cristinápolis, Elizeu dos Santos respondem processo em liberdade, assim como os réus Valmir dos Santos Souza e José Nilton dos Santos, acusados de terem assassinado Carlos Gato, por volta das 21h na esquina da rua João Joaquim do Nascimento, no bairro Queen, em Pedrinhas.

À época, o crime ganhou notoriedade no mundo e representantes de entidades de Defesa dos Direitos Humanos do Brasil e de vários países vieram ao Estado de Sergipe comprovar as denúncias feitas por Carlos Gato quanto à exploração do trabalho infantil. Após a repercussão, as crianças e adolescentes que trabalhavam em laranjais foram inseridas no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI).

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