Marcelo Déda e João Alves firmam acordo administrativo

Encontro aconteceu no Palácio dos Despachos (Fotos: Portal Infonet)

O governador Marcelo Déda (PT) recebeu na tarde desta segunda-feira, 7 no Palácio dos Despachos, o prefeito João Alves Filho (DEM), numa reunião de mais de duas horas. Na ocasião, tanto Déda quanto João garantiram estar havendo um entendimento administrativo entre Governo do Estado e Prefeitura de Aracaju.

“Foi um encontro de cordialidade, que homenageia a democracia. Nós fomos batizados na mesma pia por voto popular e temos por dever respeitar a vontade popular e termos uma relação administrativa capaz de fazer com que Sergipe e Aracaju ganhem com a nossa administração”, acredita o governador.

Marcelo Déda descartou que tenham conversado sobre acordos para a aprovação do Proinveste, empréstimos da ordem de R$ 727 milhões que o Governo vem tentando aprovar na Assembleia Legislativa desde o ano passado. “Nesse momento como não deflagrei o processo de convocação extraordinária, o Proinveste foi um assunto que não freqüentou a nossa agenda”, garante.

Secretários Silvio Santos, Lúcia Fálcon, Marlene Calumby e o vice, Carlos Machado

“Conversamos sobre a cidade, sobre o Estado e sobre o Brasil e buscamos nessa conversa, encontrar aquilo que nos unifica como administradores, como governantes democraticamente eleitos. Nós trocamos algumas ideias sobre transporte, mobilidade urbana, projetos e programas federais que são destinados às grandes cidades e capitais brasileiras, projetos em andamento e outros que queremos iniciar no território de Aracaju e deflagramos alguns entendimentos técnicos entre a minha equipe e a do prefeito, a exemplo da nova entrada de Aracaju pela BR-235 via Av. Santa Gleide”, ressalta.

Entendimento

O governador destacou o entendimento administrativo com o prefeito. “Nós precisamos nos entender. É muito mais do que um fato necessário, é um dever que a Constituição nos impõe: que prefeitos e governadores tenham permanente entendimento administrativo, se não houver esse entendimento o governo e a prefeitura sofrem. O importante é que o nosso espírito está aberto para compreender que o Governo de Sergipe não está aí para servir Déda, nem a Prefeitura para servir João, mas Déda e João estão aqui para servir ao povo de Sergipe e ao povo de Aracaju”, enfatiza.

Sobre uma possível audiência entre a presidente da República Dilma Rousseff e João Alves, Marcelo Déda disse que: “O prefeito tem autoridade suficiente para marcar e ser recebido por Dilma em audiência. Naturalmente, se nós pudermos contribuir para juntos reforçarmos a parceria entre Governo do Estado e a capital, será um prazer, eu não me furtarei a comparecer, desde que a presidenta assim ache conveniente, para uma reunião também administrativa como essa”, entende.

Divergências

Sobre as divergências políticas, Déda afirmou: “Da minha parte e da parte do prefeito, o povo de Aracaju pode ficar tranqüilo, dois homens públicos experientes com suficiente maturidade para nos sentarmos, respeitando as nossas divergências, mas buscando encontrar no povo de Aracaju, a convergência para o nosso trabalho. Nós temos divergências políticas que nos colocam na oposição, mas o governador e o prefeito não são parlamentares para fazerem oposições cotidanas. Na parte da política a gente sabe o que fazer na hora da disputa, mas na hora da administração, vamos ter o bom senso, para fazer o que for melhor para o povo de Aracaju”, finaliza.

Diálogo

Para o prefeito João Alves Filho, o mesmo diálogo que existia quando ele era governador e Marcelo Déda, prefeito será mantido. “É preciso deixar claro que adversário político não é inimigo. Eu já estive aqui no Palácio como governador e Marcelo Déda como prefeito e nós tínhamos o maior diálogo, que interessa aos interesses da população. Nós temos que manter esse diálogo que mantíamos quando a condição era inversa. Isso é importante, é salutar para a democracia e para os interesses do povo”, acredita.

“Hoje foi só uma visão genérica das questões de Aracaju, do estado, do país, afinal, dois políticos quando se encontram, não vão discutir ópera. Embora eu tenha tentado, não consegui trazer Marcelo Déda para o PFL, nem vice-versa. Tivemos um diálogo equilibrado e como diz o governador, republicano”, informa.

Por Aldaci de Souza

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