Marcelo Déda se preocupa com racha no PT

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Rogério ausente: militância inscreve chapa (Foto: Assessoria da chapa/Divulgação

Cinco grupos disputam o comando do Partido dos Trabalhadores em Sergipe. Três chapas completas, uma sem a indicação de presidente e uma candidatura solo estão inscritas na disputa pelo comando do PT em Sergipe para os próximos quatro anos.
O campo majoritário, liderado pelo governador Marcelo Déda, sai dividido com duas chapas: uma liderada pelo deputado federal Márcio Macedo e a outra, tendo à frente o também federal Rogério Carvalho.

Este divisionismo despertou preocupação, especialmente no processo eleitoral de 2014, segundo reflexão do governador Marcelo Déda manifestada por meio do twitter nesta terça-feira, 13. “Preocupa-me a disputa das prévias do PT em Sergipe. Radicalizações podem afetar a unidade necessária para hoje e para 2014”, considerou o governador na rede social. E, logo em seguida, o governador postou nova mensagem na mesma rede social, destacando o otimismo, apontando uma alternativa para manter o diálogo em torno da unidade do agrupamento: “Ainda acredito que no campo da antiga Articulação a melhor saída é um presidente de transição, capaz de garantir o diálogo: Sílvio Santos”.

As eleições serão realizadas em novembro, o prazo para inscrições de chapas foi encerrado na segunda-feira, 12, mas os candidatos têm prazo de dez dias para proporcionar mudanças. O que pode não ser tarefa fácil, mas nada impossível. Apesar da divisão na Articulação Unidade na Luta, que apresenta duas chapas (uma encabeçada por Mário Macedo – Construindo um novo Sergipe – e outra com Rogério Carvalho – Militância presente, PT Forte), há ainda esperança de se conquistar candidatura única. “Vou trabalhar pela unidade”, declara Márcio Macedo. Nesta chapa também estão inscritos o governador Marcelo Déda e o ex-senador José Eduardo Dutra, porém sem definição de cargos.

Márcio Macedo: continua aguardando a unidade (Foto: Assessoria/Divulgação)

Embora procurado pelo Portal Infonet, o deputado federal Rogério Carvalho não se pronunciou. Ele se manifestou apenas por meio de nota enviada por meio da assessoria de imprensa. O deputado estadual Rogério Carvalho não compareceu para a inscrição da chapa, gesto que foi selado por um grupo de seguidores do parlamentar. Na nota, estão registrados como integrantes da chapa Construindo um novo Sergipe, os deputados estaduais Francisco Gualberto e João Daniel, cinco prefeitos, dois vice-prefeitos, quatro ex-prefeitos e 14 vereadores, entre os quais Emerson Ferreira e Emanuel Nascimento, de Aracaju, além de quatro ex-vereadores e lideranças da juventude.

Outras candidaturas

‘Vamos mudar o PT para mudar Sergipe – A esperança é Vermelha’ é a terceira chapa completa inscrita para a disputa eleitoral, encabeçada pela deputada estadual Ana Lúcia Menezes. Outros dois agrupamentos estão assim distribuídos: o Movimento PT, que tem como lideranças o ex-vereador Magal da Pastoral e o sindicalista Severino Bispo, lançaram chapa sem indicação para presidente, enquanto a candidatura solo para presidente vem do Diretório Municipal de Simão Dias, tendo como candidato Denilson Silva Andrade.

O Portal Infonet tentou falar com todas as tendências. Mas apenas o deputado federal Márcio Macedo se dispôs a atender a reportagem. Apesar da falta de unidade da tendência da qual integra, que sai com duas chapas completas, Macedo não vê divisionismo no PT. “É natural no processo de organização interna do partido a existência de tendências políticas”, considerou o parlamentar. “É natural, dentro deste guarda-chuva ideológico do partido, ter posições diferenciadas e este processo democrático é a grande inovação da política partidária brasileira”, considerou o deputado federal.

A comissão organizadora do processo eleitoral também não se assusta com este leque ideológico. “Está no DNA do PT”, considera a ex-vereador Rosângela Santana, membro da organização do processo eleitoral. “Somos um partido que pensa na democracia, o único que elege a direção pelo voto direto e é natural que grupos apresentem alternativas que fortalecem o partido”, observou.

Por Cássia Santana

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