Max Prejuízo cobra solução para mau cheiro em cemitério

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Vereador [à direita] durante a visita ao São João Batista (Fotos: Divulgação assessoria)

O cemitério São João Batista, um dos mais antigos e procurados da capital sergipana, localizado no conjunto Castelo Branco, tem sido motivo de constante reclamação devido ao odor fétido que exala do seu interior, atingindo residências e pontos comerciais do conjunto Costa e Silva, que fica ao fundo do cemitério.

Preocupado com a situação, o vereador Max Prejuízo (PSB) fez uma visita ao local e convidou o futuro diretor operacional da Emsurb – Empresa Municipal de Serviços Urbanos, Branca de Neve, para conhecer de perto a situação. "Recebi várias reclamações dos moradores que não aguentam o mau cheiro oriundo do cemitério. É preciso que a nova gestão tome conhecimento e procure solucionar o problema o mais rápido possível", cobrou o parlamentar.

Necrochorume

Morador e comerciante do conjunto Costa e Silva, Marcelo Morais teme que, além do mau estar que os moradores sentem, o mau cheiro também possa trazer doenças. "Em 98 sofremos com um surto de meningite em nosso conjunto e seis pessoas vieram a óbito. Ninguém sabe dizer de onde veio a doença. O meu filho também adoeceu e graças a Deus sobreviveu. Todos eram moradores daqui do conjunto e todos foram enterrados no São João Batista. Constantemente adultos e crianças aparecem com problemas na pele, pois jogam no campo da praça que fica ao fundo do cemitério. Observe como as gavetas são furadas no fundo e esse líquido que escorre das carneiras. Isso traz o mau cheiro e consequentemente problemas de saúde", desabafou Marcelo, mostrando as gavetas que ficam coladas a parede que dá para o conjunto.

Necrochorume

O necrochorume é o líquido eliminado pelo corpo em decomposição por um período mínimo de seis meses, podendo comprometer o meio ambiente e causar problemas de saúde se não for devidamente tratado. A substância, de cor acinzentada, cheiro acre e fétido, é formada por 60% de água, 30% de sais minerais e 10% de substâncias orgânicas, duas delas, aliás, altamente tóxicas: a putrescina e a cadaverina. Em vários pontos do cemitério, é possível ver a olho nu o líquido escorrendo das carneiras.

Normalmente, a ingestão, a inalação ou qualquer contato direto com as substancias tóxicas ou patógenas do necrochorume, atingem os seres humanos principalmente do trato digestivo, do fígado, dos pulmões ou da epiderme. O necrochorume apresenta toxidade elevada em decorrência da presença não só dos venenos orgânicos complexos, mas também de agentes patogênicos (bactérias e vírus). Entretanto, a influência do necrochorume sobre a água depende, especialmente, se o tipo de solo e de terreno permitem o seu acúmulo.

Emsurb

Branca de Neve, que acompanhou o vereador Max Prejuízo na visita ao cemitério, informou que já havia estado n o local com o superintendente do órgão, Júlio Flores, e que providências serão tomadas a curto e médico prazo.
"O que falta aqui é um choque de gestão. A princípio iremos fazer o reparo e manutenção das gavetas, principalmente essas que estão furadas ao fundo e que dão acesso ao conjunto Costa e Silva. A médio prazo faremos o cadastramento das carneiras, que já iniciaremos no dia de finados. Precisamos saber de quem são e quais estão abandonadas. Assumimos agora a diretoria de espaços públicos e já estamos nos inteirando dos problemas, não só deste cemitério como de outros, além das feiras e mercados. Também estamos avaliando a possibilidade de uma reforma, mas isso a médio prazo, pois entra a questão da licença pela ADEMA – Administração Estadual do meio Ambiente", disse Branca de Neve.

Questionado sobre uma possível desativação do cemitério São João Batista, para a entrada de novos corpos, Branca de Neve informou que "só será possível quando um novo cemitério público for construído, pois os que existem hoje na cidade não comportam a demanda".

Segundo o funcionário do cemitério, cerca de 7 gavetas são abertas diariamente para receber novos corpos, dando uma média de 150 novos corpos por mês.  No local, dois depósitos estão lotados de ossos.

Fonte: Assessoria Parlamentar

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